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Política de Incentivo à Participação Institucional Feminina é instituída no Judiciário de MT

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O Poder Judiciário de Mato Grosso instituiu a Política de Incentivo à Participação Institucional Feminina, por meio da Resolução TJ-MT/OE nº 14, de 24 de outubro, publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) de quarta-feira (30 de outubro).
 
A medida visa fomentar a representatividade de desembargadoras, juízas e servidoras na participação equânime das mulheres na instituição. Cargos de chefia e assessoramento, nomeação de juízas auxiliares para a Presidência, Vice-Presidência, Corregedoria-Geral da Justiça e diretoria dos fóruns, composição de comissões, comitês, grupos de trabalho e bancas examinadoras, mesas de eventos institucionais e contratação de estagiárias e residência jurídica de, no mínimo, 50% de mulheres são as normativas presentes na resolução.
 
A resolução deriva da Resolução nº 540/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que atualiza a Resolução nº 255/2019, em relação à equidade de gênero e participação feminina no Poder Judiciário.
 
“Isso significa que nossa Corte está avalizando a paridade, a equidade de gênero dentro do nosso tribunal. Foi encampada essa proposta do CNJ pelo TJMT. Já somos um tribunal que temos um terço de mulheres participando na condição de magistradas. São 118, entre juízas e desembargadoras, dentro de um universo de mais de 300 magistrados. Como servidoras, temos mais de 50%, inclusive em cargos de função de chefia e assessoramento. Estamos caminhando a passos largos para a paridade”, analisa a presidente do Comitê de Equidade de Gênero do TJMT, desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo.
 
A política foi aprovada pelo Órgão Especial em sessão administrativa realizada no dia 24 de outubro.
 
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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