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Cleitinho pede anistia a presos do 8 de janeiro após anulação de penas de Dirceu

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O senador Cleitinho (Republicanos-MG), em pronunciamento na terça-feira (29), criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de anular todas as condenações do ex-ministro José Dirceu na Operação Lava Jato. Dirceu havia sido condenado, em 2016, pelo ex-juiz federal e atual senador Sergio Moro (União-PR) pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa. A decisão atende a pedido da defesa de Dirceu para que fossem estendidos a ele os efeitos do julgamento do STF de 2021 que anulou várias condenações da Lava Jato por suspeição do juiz.

— Num país sério, José Dirceu nunca mais teria saído da cadeia. Foi condenado por corrupção. Esse cara agora está apto a ser candidato em 2026. O que eu puder fazer aqui para que isso não aconteça eu vou fazer, vocês podem ter certeza disso.

Cleitinho também questionou o fato de pessoas presas pelos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 ainda estarem na cadeia, e defendeu a anistia aos envolvidos nos atos de violência. O senador pediu que os colegas obstruam as votações até que uma proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o tema seja apreciada no Senado.

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— Enquanto não passar a PEC da anistia aqui, gente, não podemos deixar passar mais nada. Se anula todas as condenações do José Dirceu, tem que passar a PEC da anistia aqui para a gente poder fazer justiça. Eu peço aos 36 senadores que apoiaram o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes que se posicionem e que peçam a PEC da anistia. Tem PEC da anistia na Câmara, mas tem PEC da anistia aqui também. Que o presidente Rodrigo Pacheco e as comissões temáticas da Casa possam o mais rápido possível colocar para votar e que este Plenário seja soberano.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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