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Sesp determina investigação para apurar suposta falha na revista de reeducandos

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) destaca que é obrigação do policial penal a revista em todos os reeducandos que exercem atividades laborais, dentro e fora das penitenciárias e cadeias, quando retornam para suas celas.

A determinação é do secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri, para apurar os motivos de suposta falta de revista por parte dos policiais penais, que foi denunciada pelo Sindicato da categoria.

“Apesar de nenhuma denúncia ter sido protocolada nesta Secretaria, determinei a apuração dos fatos, pois nos causa estranheza, principalmente por vir do Sindicato dos Policiais Penais, que são os responsáveis por esse cuidado de revistar a todos, antes que voltem para as celas. Ou seja, se isso ocorre é uma falha do exercício profissional. Nunca recebemos qualquer denúncia a esse respeito, nem do sindicato, nem de servidor”, afirma Roveri.

De acordo com o secretário, o trabalho precisa ser feito para impedir a entrada de materiais ilícitos dentro dos presídios.

“Essa é uma função obrigatória que os policiais penais devem cumprir, justamente para que os reeducandos não entrem nas penitenciárias com celulares, drogas, ou qualquer outro material ilícito. Se esse trabalho não está sendo feito, vamos averiguar para chegar aos responsáveis e adotar todas as medidas necessárias”, frisa Roveri.

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Fonte: Governo MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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