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Autores de homicídio em Santa Rita do Trivelato são presos em ação conjunta

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Dois dos autores do homicídio ocorrido durante o final de semana em Santa Rita do Trivelato foram presos em flagrante, durante diligências ininterruptas realizadas, nesta terça e quarta-feira (16 e 17.04), pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum e Polícia Militar.

Entre os presos estão o executor e a pessoa responsável por dirigir o carro e ajudar a ocultar o corpo da vítima. Os dois suspeitos foram autuados em flagrante pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Um terceiro envolvido continua foragido e é procurado pela Polícia. 

O corpo da vítima, Edvaldo Rodrigues Leite, de 49 anos, na terça-feira (16) em uma plantação de milho, após a prisão do primeiro suspeito, que confessou o crime e indicou a participação de mais dos comparsas. 

As investigações iniciaram na manhã de segunda-feira (15) após o patrão da vítima procurar a delegacia para registrar o desaparecimento do seu funcionário,  que havia saído da propriedade no início da tarde de sábado e desde então não tinha dado mais notícias. 

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Com base nas informações, foram realizadas oitivas de diversas pessoas, sendo possível chegar a identidade de um dos autores do crime, que estava escondido em uma fazenda na zona rural do município, a cerca de 47 quilômetros da cidade. 

Ao perceber a chegada dos policiais no local, o suspeito tentou fugir, pulando a porteira e ao receber ordem de parada, pegou um pedaço de madeira e partiu para cima de um dos policiais para tentar agredi-lo, sendo necessário efetuar dois disparos com munições não letais para conter o suspeito. 

Após ser detido, o suspeito confessou a autoria do crime, relatando que estava em uma festa, quando o seu amigo teve um desentendimento com a vítima, dando início a agressões físicas entre as partes. Na ocasião, a vítima conseguiu correr, fugindo do local, porém os suspeitos o perseguiram até um milharal, onde a vítima foi novamente agredida, chegando a desmaiar.

Na sequência, os suspeitos chamaram outro amigo para colocar a vítima no porta-malas de seu carro e levar até a Bica de Água, localizada às margens da MT 235. A intenção dos autores era jogar o corpo no rio, porém a vítima acordou, momento em que teve o pescoço cortado com um canivete por um dos suspeitos. 

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Após a morte da vítima, os suspeitos novamente colocaram o corpo dentro do porta -malas do veículo e jogaram dentro de uma área de plantação de milho. Com base nas informações passadas, foi possível localizar o corpo da vítima, assim como identificar os outros dois envolvidos no crime. 

Em continuidade às diligências, os policiais da Derf de Nova Mutum conseguiram prender nesta quarta-feira (17), mais um envolvido no crime. O suspeito já havia prestado depoimento na delegacia, ocasião em que ocultou os acontecimentos verdadeiros. 

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Guilherme Pompeo, o suspeito não apenas não prestou socorro à vítima, como também colaborou ativamente com a ocultação do cadáver.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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