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Operação Reset cumpre ordens judiciais contra integrantes de facção e prende quatro em flagrante por tráfico de drogas

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A Delegacia de Campos de Júlio deflagrou nesta quarta-feira (10.04), a Operação Reset para cumprir oito ordens judiciais, entre prisões e buscas e apreensões, contra integrantes de uma organização criminosa investigados por envolvimento em tráfico de drogas, tortura, tentativa de homicídio e outros atos violentos empregados como disciplina.

Durante o cumprimento das buscas foram apreendidas várias porções de entorpecentes, simulacros de arma de fogo, materiais relacionados ao tráfico e objetos utilizados para a prática de torturas.

Os mandados foram expedidos pelo juízo da Comarca de Comodoro, com base em investigações que revelaram a participação de membros de uma facção em atos de punição, em uma espécie de “tribunal do crime”.

Durante as diligências, em uma das residências alvo da operação foram encontradas porções de entorpecentes, o que caracterizou o crime de tráfico, e localizado um foragido da comarca de Porto Velho (RO) que estava com mandado de prisão expedido por roubo.

Em outra residência, os policiais localizaram porções de maconha e cocaína e balanças de precisão, dentro de um dos quartos. Três suspeitos que estavam na casa foram presos e autuados em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

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A Operação Reset faz parte dos esforços investigativos da Polícia Civil no combate ao tráfico de drogas na região e integra a Operação Erga Omnes, do planejamento estadual da Polícia Civil de Mato Grosso para combate a organizações criminosas.
 

Balanço de apreensões e prisões

34 porções de crack
150g de crack
5 porções de maconha
Apetrechos para o tráfico e tortura
Celulares
Simulacros
4 presos em flagrante
2 presos por mandado
5 mandados de buscas 
 

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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