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Operação para descapitalizar organização criminosa resulta em mais de R$ 1 milhão em bens sequestrados e bloqueados

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Valores bloqueados e bens sequestrados judicialmente de alvos da Operação Follow the Money, deflagrada pela Polícia Civil na semana passada com o objetivo de descapitalizar uma organização criminosa que age no tráfico de drogas em Sinop, somam mais de R$ 1 milhão.

Com base nas investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Sinop, foi requerido o bloqueio de 17 contas bancárias e o sequestro e cautela de veículos automotivos dos investigados, autorizados pela 2ª Vara Criminal da comarca local.  

Foram apreendidos sete veículos, entre carros de passeio, camionete, picape e motocicletas. Um dos veículos, uma camionete Chevrolet S10 é blindada e outro é um modelo de luxo, um Jeep Compass. 

A Operação Follow the Money é resultado de uma investigação qualificada, subsidiada em centenas de levantamentos e análises, inclusive financeira, dos envolvidos na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas no município. A investigação teve início a partir da apreensão de quase meia tonelada de maconha, em uma chácara em Sinop no mês de julho de 2022. A partir de então, a Derf de Sinop mapeou os envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro, que utilizavam empresas fantasmas e também empresas reais para dissimular o capital ilícito, dando a aparência de licitude às transações ilegais. 

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Uma farmácia em Cuiabá estava entre as empresas usadas na lavagem de dinheiro. Os medicamentos apreendidos na operação foram doados à Secretaria de Saúde de Cuiabá e somam R$ 190 mil. 
 

 
Um DJ de Sinop, preso na operação, era o responsável por repassar os valores, que destinados também a sustentar atividades luxuosas de familiares dos líderes da uma facção criminosa, que estão custodiados na Penitenciária Central do Estado. Esses criminosos também foram alvos de busca e apreensão e nas celas foram encontrados quatro aparelhos celulares. 

Quarenta investigados foram presos na operação por força de mandados judiciais e 12 suspeitos autuados em flagrante por posse de armas, acessórios e munições de uso restrito e tráfico de drogas. Foram cumpridos 136 mandados judiciais, entre prisões, buscas, sequestros de bens e bloqueios de contas bancárias.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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