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Polícia Civil busca autores de roubo em área de mineradora que resultou na morte de segurança 

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A Delegacia da Polícia Civil de Pontes e Lacerda procura por dois homens identificados nas investigações como autores do roubo à área de uma mineradora, no município, na semana passada, que resultou na morte de um segurança que prestava serviço à empresa. 

John Lennon Rodrigues Ribeiro, 34 anos e Herik Maykon Flores, de 36 anos, estão com as prisões temporárias decretadas pela Comarca de Pontes e Lacerda, após representação feita pela Polícia Civil, com base nas investigações que apontaram a dupla como autora do roubo ocorrido no dia 20 de março. 

Informações que possam levar ao paradeiro dos dois investigados podem ser feita ao disque denúncia da Polícia Civil pelo número 197. O sigilo é assegurado.  Confira os cartazes abaixo.

Além dos dois, durante as diligências para esclarecer o crime, uma força-tarefa policial da região prendeu em flagrante um policial penal por apoiar a execução da ação criminosa e com ele foram apreendidas dezenas de munições sem registro e de uso restrito. Na delegacia, ele informou que  que deu apoio, em um veículo Palio, para resgatar os participantes do roubo na área da mineradora.

O policial penal foi autuado pelos crimes de porte de munições de uso restrito, favorecimento real e fraude processual. Em relação ao último crime, ele quebrou o aparelho celular na delegacia, após ter permissão para se comunicar com familiares sobre sua prisão. 

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As investigações prosseguem para chegar aos outros envolvidos no roubo.
 

Roubo e morte 

O roubo à área da mineradora foi registrado na quarta-feira (20), quando homens armados invadiram o local, se passando por policiais federais, e renderam funcionários e seguranças e roubaram seis armas de fogo. Durante a invasão, os seguranças tentaram reagir à ação criminosa e um deles foi ferido de raspão com um disparo na orelha. Outro segurança, identificado como Roberto Barbosa dos Santos, de 44 anos, tentando fugir dos criminosos acabou caindo de uma ribanceira e foi a óbito. O corpo foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros na manhã seguinte.

A região onde ocorreu o roubo foi alvo recentemente de uma operação da Polícia Federal para desbaratar um esquema de garimpo ilegal. A mineradora, alvo do roubo, iniciou uma pesquisa de lavra no local e contratou uma empresa de segurança, cujos funcionários foram rendidos durante a ação criminosa.

Prisão e apreensões

Durante as diligências para localizar os suspeitos do crime, equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e do Gefron realizaram barreiras na região. Em um bloqueio na Estrada do Matão, os policiais avistaram um veículo Mitsubishi ASX preta que não obedeceu à ordem de parada e entrou na cidade, em alta velocidade, fugindo da abordagem.

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Já na madrugada de quinta-feira, os policiais continuavam as buscas para localizar a ASX e identificaram uma residência onde estaria o veículo. Uma pessoa vista saindo da casa foi abordada e autorizou a entrada dos policiais, que encontraram a ASX,  apreendida e encaminhada à delegacia. No pátio da delegacia, com apoio da Polícia Rodoviária Federal, foram localizadas, camufladas dentro da ASX, diversas armas de fogo, uma delas roubada dos seguranças da mineradora.

Outras equipes policiais continuavam nas buscas, quando avistaram um veículo Honda Civic em alta velocidade e o abordaram na sequência. O condutor, de 42 anos, se identificou como policial penal, e na revista ao veículo os policiais localizaram 153 munições de diversos calibres, rádio comunicador e uma pistola. Ele apresentou o registro da arma, contudo, ao ser questionado sobre a quantidade de munições, o policial penal deu informações controversas e alegou que teria ido à região da Serra Azul para caçar, mas depois afirmou que deu apoio, em um veículo Palio, para resgatar os participantes do roubo na área da mineradora.
 

 

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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