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Santos volta à semifinal do Campeonato Paulista após cinco anos e enfrentará o Red Bull Bragantino

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Após cinco anos de ausência, o Santos se classificou para a semifinal do Campeonato Paulista. Em um jogo emocionante neste domingo (17.03), a equipe empatou sem gols com a Portuguesa na Vila Belmiro, mas garantiu a vitória nas penalidades máximas por 4 a 2.

O Peixe agora terá pela frente o Red Bull Bragantino, que venceu a Inter de Limeira por 3 a 0 nas quartas de final. O confronto entre Santos e Bragantino também será realizado com o mando de campo santista.

No jogo contra a Portuguesa, o Santos teve dificuldades para furar a defesa adversária durante os 90 minutos regulamentares. Nas cobranças de pênalti, o goleiro João Paulo se destacou com uma defesa decisiva, e apesar de um chute na trave do zagueiro Quintana, Giuliano, Guilherme, Tomás Rincón e Jair Paula converteram suas cobranças com sucesso.

O próximo desafio do Santos será após a pausa para a Data Fifa, que ocorrerá entre os dias 18 e 26 de março. As semifinais estão agendadas para o dia 27, porém, o horário do confronto contra o Bragantino ainda não foi confirmado.

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No jogo em si, o primeiro tempo foi marcado por uma posse de bola maior do Santos, porém, com poucas oportunidades claras de gol. Otero acertou a trave com uma cobrança de falta, enquanto Guilherme e Maceió tiveram chances para suas respectivas equipes.

No segundo tempo, o Santos viu Otero ser expulso aos 29 minutos, mas mesmo com um jogador a menos, a equipe buscou o gol, sem sucesso. O jogo foi para as penalidades, onde o Peixe levou a melhor e garantiu a vaga na semifinal.

Agora, Santos e Red Bull Bragantino se preparam para um emocionante confronto nas semifinais, em busca de uma vaga na grande final do Campeonato Paulista.

FICHA TÉCNICA

SANTOS 0 (4) X ( 2) PORTUGUESA

Local: Vila Belmiro
Data: 17 de março de 2024, domingo
Horário: 20 horas
Árbitro: Raphael Claus
Assistentes: Neuza Ines Back e Rafael Tadeu Alves de Souza
VAR: José Claudio Rocha Filho

Cartões amarelos: Henrique Dourado e Ricardinho (Portuguesa); JP Chermont (Santos)
Cartão vermelho:
Otero (Santos)

SANTOS: João Paulo; Hayner (JP Chermont), Gil, Joaquim (Jair Paula) e Felipe Jonatan; João Schmidt (Tomás Rincón), Diego Pituca e Cazares (Giuliano); Otero, Guilherme e Furch (Weslley Patati). Técnico: Fábio Carille

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PORTUGUESA: Thomazella; Quintana, Robson (Marco Antônio) e Patrick; Talles, Ricardinho, Tauã (Zé Ricardo) e Eduardo Diniz; Giovanni Augusto (Paraizo), Maceió (Felipe Marques) e Henrique Dourado (Victor Andrade). Técnico: Pintado

Fonte: Esportes

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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