CUIABÁ

AGRONEGÓCIO

Agronegócio gerou mais de 28 milhões de empregos em 2023, segundo pesquisa Cepea/CNA

Publicados

AGRONEGÓCIO

O agronegócio brasileiro gerou 28,34 milhões de vagas de emprego em 2023, marcando um aumento significativo em comparação com o ano anterior. Segundo uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o aumento de 1,2% em comparação com o ano anterior representa cerca de 341 mil pessoas adicionais empregadas no setor.

Esses dados revelam não apenas a importância econômica do agronegócio para o país, mas também destacam o papel crucial que desempenha na geração de empregos.

A pesquisa também mostra que apesar do crescimento, houve uma queda de 5% na população ocupada na agropecuária, atribuída a retrações em diversas atividades, como horticultura, cafeicultura, cereais, bovinocultura, cultivo de laranjas, produção florestal, entre outras.

Segundo os especialistas, a queda na população empregada na agropecuária merece atenção. Isso pode ser atribuído a uma série de fatores, incluindo mudanças nas práticas agrícolas, avanços tecnológicos e flutuações nos mercados globais.

Uma tendência encorajadora é a formalização e a qualificação crescentes dos trabalhadores no setor. O número de trabalhadores com carteira assinada aumentou em 6%, indicando uma melhoria nas condições de trabalho e na segurança do emprego. Além disso, o aumento na proporção de trabalhadores com ensino médio e superior sugere uma tendência positiva em termos de profissionalização do setor.

Leia Também:  Exportações de amendoim cresceram 360% nos últimos 10 anos e é apenas o começo

A participação feminina no mercado de trabalho do agronegócio também aumentou, o que é um passo importante em direção à igualdade de gênero. No entanto, ainda há desafios a serem enfrentados para garantir uma representação equitativa de gênero em todas as áreas do agronegócio.

Esses dados são baseados em uma análise aprofundada dos microdados trimestrais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua versão trimestral (PNAD-C) do IBGE, conduzida pelo Cepea.

Mudanças metodológicas significativas foram implementadas em 2023, impactando toda a série histórica da pesquisa, incluindo a inclusão daqueles indivíduos que se dedicam exclusivamente à produção para consumo próprio na análise da população ocupada (PO).

Em resumo, os números de emprego no agronegócio brasileiro em 2023 refletem não apenas um setor robusto e em crescimento, mas também apontam para tendências promissoras em termos de formalização, qualificação e inclusão. Esses são passos importantes para garantir um setor agrícola sustentável e próspero no Brasil.

Leia Também:  Senado quer resolver impasse entre carteira assinada e Bolsa Família

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

Publicados

em

A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

Leia Também:  Show rural de Cascavel, no Paraná, espera movimentar R$ 5,5 bilhões

A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

Leia Também:  Governo anuncia o “Desenrola Rural” para renegociação de dívidas no campo

Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

;

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA