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Presidente do TJMT destaca importância de temas abordados no Consepre para aprimoramento da Justiça

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No segundo dia do X Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre), realizado no Rio de Janeiro, de 13 a 16 de março, o destaque foi a palestra do Ministro Luis Felipe Salomão, Corregedor Nacional de Justiça, que abordou “Os desafios do Poder Judiciário no novo milênio”.
 
O presidente do Consepre, desembargador Carlos Alberto França, que preside o Tribunal de Justiça de Goiás, fez a abertura dos trabalhos.
 
Em sua apresentação, o ministro Luis Felipe Salomão enfatizou a relevância do encontro, destacando a importância da troca de experiências para qualificar a gestão do judiciário. Ele também abordou os desafios enfrentados pelo Poder Judiciário sob a perspectiva da Corregedoria Nacional de Justiça, apresentando números expressivos do cenário atual:
 
“Um evento como esse, com dia de debate, temas variados e troca de experiência é único para os gestores do judiciário, uma forma muito interessante de qualificar e aperfeiçoar o funcionamento do judiciário.”
 
O ministro apresentou dados do relatório Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com alguns destaques. O judiciário brasileiro possui mais de 82 milhões de processos em andamento, sendo que em 2023, mais de 31 milhões de processo foram julgados. Anualmente, segundo dados apresentados pelo ministro, mais de 34 milhões de processos ingressam no Judiciário de todo país. Além disso, mencionou a distribuição geográfica do judiciário, com mais de 2.500 comarcas e com força de trabalho de mais de 433 mil pessoas, tornando-o o maior judiciário do mundo.
 
Luis Felipe Salomão ressaltou a importância do tratamento adequado para esse volume de processos e identificou a fase de execução como um dos principais gargalos, com uma média de quatro anos para conclusão.
 
Ao falar sobre a atuação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Salomão disse que o órgão fornece um “raio x” do judiciário brasileiro através do “Justiça em Números”, e observou a evolução da magistratura desde a criação do CNJ há 18 anos, destacando a ênfase na elaboração de políticas públicas para o judiciário.
 
Em seguida, o presidente da Academia Brasileira de Letras, Merval Pereira, palestrou sobre “Imprensa e Justiça”. Ele falou sobre a importância do jornalismo na formação da opinião pública e na manutenção da democracia, especialmente diante das novas tecnologias.
 
“A inteligência artificial, por exemplo, que foi citada aqui pelo ministro Luis Salomão, é exemplar, onde o mundo inteiro discute como regularizar, regulamentar a inteligência artificial para evitar excessos, evitar erros.”
 
Merval Pereira falou ainda sobre o papel ético e democrático do jornalismo na sociedade, ressaltando que, apesar das transformações tecnológicas, os jornais continuam sendo espaços importantes para a formação do consenso democrático.
 
“Nós, jornalistas, temos a responsabilidade de fazer com que o Estado conheça os desejos e a intenção da nação, e com que esta saiba os projetos e os desígnios do Estado.”
 
Presença do TJMT – Presente no evento, a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, observou a relevância dos temas da manhã deste segundo dia do Consepre. Para a magistrada, este é um espaço vital para o diálogo e o aprimoramento das práticas judiciárias. “Nesta manhã, na explanação feita pelo ministro Luis Salomão, mostrou-se evidente o impacto da carga de trabalho em diversos aspectos do Judiciário, reforçando a necessidade urgente de enfrentar desafios e promover inovações”.
 
Outro ponto sublinhado pela presidente Clarice Claudino foi a abordagem sobre a imprensa e o sistema judiciário, reconhecida como um elemento de grande importância na promoção da democracia e na garantia da transparência institucional.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem:Foto vertical colorida da presidente Clarice Claudino, que está sentada, olha para a foto e sorri. Ela é uma mulher loira, branca, de cabelos curtos. Usa uma camisa branca com pequenas estampas azuis, um colete e blazer pretos. Na mesa, em ângulo fechado está uma pequena bandeira do Estado de Mato Grosso, uma placa com nome e cargo da magistrada e um microfone de mesa preto. Segunda imagem: Foto horizontal colorida em ângulo aberto do Plenário do TJRJ, onde os presidentes dos tribunais estão sentados em mesas que formam um U invertido. A presidente Clarice Claudino está do lado esquerdo da foto. 
 
 
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Dani Cunha/ Fotos: Assessoria TJRJ
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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