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Polícia Militar intercepta ônibus sequestrado, prende suspeito e liberta passageiros

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Policiais militares de Cáceres prenderam em flagrante um homem de 49 anos por sequestro e cárcere privado, na tarde deste sábado (09.03), em Cáceres. O suspeito foi interceptado pela PM enquanto mantinha o motorista e 19 passageiros de um ônibus interestadual refens, na rodovia federal BR-070.

Por volta de 13h, o 6º Batalhão de Cáceres recebeu denúncias via Ciosp onde uma vítima informava que estava dentro de um ônibus, na BR-070 e que o veículo teria sido sequestrado por um homem venezuelano.

Bastante assustada, a vítima ainda relatou na chamada que o ônibus seguia com destino a Rio Branco, no Acre, quando a cerca de 60 quilômetros de Cáceres, o suspeito invadiu a cabine do motorista armado de uma faca e anunciou o sequestro.

Diante da denúncia, as equipes policiais de Cáceres, com apoio da Polícia Rodoviária Federal, seguiram em direção a entrada da cidade, por onde o ônibus iria passar. Após alguns momentos, o veículo foi visto e as viaturas policiais realizaram o cerco ao veículo.

Neste instante, o motorista conseguiu parar o veículo e abrir a porta do automóvel, saindo correndo em direção aos militares. Os policiais deram ordens para que o suspeito deitasse no solo e entregasse a faca, mas o homem resistiu aos chamados da PM, sendo necessário ser imobilizado e algemado.

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Na sequência, todos os 19 passageiros, incluindo homens, mulheres e crianças, foram liberados para descerem do veículo, sendo constatado que todos estavam bem, sem nenhum tipo de ferimento.

Em depoimento, o motorista do ônibus contou que o suspeito foi até a sua cabine e disse que teria uma pessoa querendo matá-lo. A vítima também disse que neste momento, o homem iniciou o sequestro e ordenou para que a velocidade do veículo fosse aumentada e que a todo o momento o sequestrador tentava puxar o volante e assumir a pilotagem do ônibus.

Diante dos fatos, o suspeito foi preso em flagrante e conduzido para o Cisc de Cáceres para registro da ocorrência e demais providências que o caso requer.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939

Fonte: Governo MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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