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Operação Tabelião II cumpre buscas contra integrantes de facção criminosa em Dom Aquino

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Dom Aquino (166 km ao sul de Cuiabá), deflagrou na manhã desta sexta-feira (08.03), a Operação Tabelião II, para cumprimento de nove mandados de busca e apreensão domiciliar com alvo em integrantes de uma facção criminosa que atua no município e região.

A operação integra os trabalhos da Operação Erga Omnes, deflagrada dentro do planejamento da Polícia Civil de Mato Grosso para combate a atuação de facções criminosas.

As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça com base em investigações da Delegacia de Dom Aquino, que identificaram suspeitos de envolvimento com a prática de crimes de tráfico de drogas, homicídio e organização criminosa na cidade.

Durante as buscas foram apreendidos aparelhos celulares e um simulacro de arma de fogo.

Segundo a delegada de Dom Aquino, Anna Paula Marien Pereira, os aparelhos celulares apreendidos na operação serão encaminhados para perícia para extração de informações e continuidade das investigações.

“Com base nas informações colhidas será possível avançar nas investigações, conseguindo levantar novos elementos que liguem os suspeitos às práticas criminosas investigadas, assim como em outros crimes”, disse a delegada.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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