MATO GROSSO
Conselho gestor cria câmara temática para implantar Plano de Desenvolvimento Florestal para o Estado
MATO GROSSO
O presidente do Conselho, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destacou que é necessário criar políticas públicas para estimular o aumento de florestas plantadas em Mato Grosso. Atualmente o Fundo do Desenvolve Floresta tem cerca de R$ 24 milhões.
“Acho importante utilizarmos o recurso do fundo em ações de capacitações, mas precisamos construir política pública para financiar a floresta plantada e estimular o aumento da área plantada no Estado”, disse Miranda, durante a reunião.
Para se ter uma ideia, o Estado tem 122 mil hectares de eucalipto, conforme as informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e um déficit de 182,6 mil hectares para uso para geração de biomassa nas indústrias.
Dentre os projetos aprovados está o “Projeto Plantando o Futuro – Programa Regenera Desenvolvimento Rural e Sustentabilidade”. Ele tem como objetivo incorporar conceitos relacionados à agricultura sustentável, manejo florestal sustentável, reflorestamento, agroecologia e extensão rural.
Com o investimento aprovado pelo Conselho Gestor, de R$ 177,1 mil, os conceitos serão ensinados por meio de práticas e atividades realizadas com estudantes de cinco escolas em Barra do Garças (500 km de Cuiabá), ao longo de seis meses.
Também foi aprovado R$ 369,2 mil para a realização de uma capacitação promovida pela Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), na Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop. O evento, que deve ocorrer em setembro, vai debater as florestas plantadas no Estado.
Já o manual de submissão de projetos foi elaborado pela equipe técnica da Sedec e servirá como orientação sobre quais documentos devem ser apresentados para pleitear recursos e os tipos de propostas que são abarcadas pelo Fundo Desenvolve Floresta.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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