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Mapa festeja a conquista de novos mercados para o agronegócio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) fechou o primeiro bimestre de 2024 celebrando mais um marco histórico no setor agroexportador brasileiro. Somente nos dois primeiros meses do ano, o Brasil superou 16 barreiras comerciais em 11 países, marcando um bimestre histórico na abertura de novos mercados para os produtos do agro brasileiro.  Agora já são 94 novos mercados em 47 países desde 2023

A expansão, a mais alta já registrada em um bimestre na série histórica, estabelece um novo recorde ao superar o ano de 2021, que teve 13 novas aberturas em sete países. As aberturas, fruto da relevância e retomada do Brasil no âmbito mundial, também contribuem para o aumento do fluxo comercial e reafirmam a confiança internacional no sistema de controle sanitário do Brasil.

Desde o início de 2024, novos mercados foram abertos para exportação em todos os cinco continentes, sendo embriões e sêmen bovinos para Botsuana; gelatina e colágeno para os Estados Unidos; alevinos de tilápia e produtos de reciclagem animal para as Filipinas; bovinos vivos, embriões de bovinos e sêmen bovino para o Paquistão; animais de reprodução para o México; açaí em pó para Índia; pescados para Austrália; produtos à base de células-tronco mesenquimais (cães, gatos e equinos) com fins terapêuticos na Costa Rica; café verde na Zâmbia; bovinos vivos em Omã; e extrato de carne bovina e carne e produtos cárneos de ovinos para Singapura.

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Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a abertura de novos mercados gera demanda para exportação de produtos, abre novos negócios e reflete de forma positiva na economia brasileira. “A pessoas me perguntam ‘o que isso muda na minha vida?’. Quando você abre um mercado, o emprego acontece, as oportunidades acontecem. É um momento de muita satisfação”, ressalta.

Em 2023, superando os anos anteriores, o Brasil atingiu a marca histórica de 78 novos mercados em 39 países. As exportações brasileiras do agronegócio também bateram recorde, atingindo US$ 166,49 bilhões, cifra 4,8% superior em comparação a 2022, o que representa um aumento de US$ 7,62 bilhões. Dessa forma, o agro foi responsável por 49% da pauta exportadora total brasileira em 2023.

“A pedido do presidente Lula e do ministro Carlos Fávaro, seguimos com nossas missões pelos continentes, em especial na África e na Ásia, dialogando com os países para ampliar o comércio agrícola brasileiro, conquistar novos mercados e obter aprovações para plantas pelo sistema de pré-listagem (eliminando a necessidade de auditorias locais)”, afirmou o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa.

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O bimestre também foi marcado por outras importantes conquistas para a ampliação da exportação de produtos agrícolas brasileiros, entre elas o fim da medida antidumping da China sobre a carne de frango brasileira; o “Protocolo de Equivalência dos Sistemas de Inspeção de Carnes”, conhecido como “pre-listing”, uma medida que promete facilitar as exportações brasileiras de carnes bovina, suína e de aves para o Egito; a habilitação de mais cinco plantas para a exportação de carnes bovinas e de aves para a Rússia; o reconhecimento, pelas autoridades sanitárias de Omã, da regionalização conforme as regras da OMSA em casos de gripe aviária; e a ampliação da área de exportação de carne bovina brasileira, incluindo novos estados, para o Canadá.

Fonte: Pensar Agro

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Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

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A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

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Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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