MATO GROSSO
“O valor recebido pelo Nota MT nos ajudará fazer muito mais”, afirma presidente de instituição beneficiada no programa
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Atualmente, a entidade atende 50 pessoas, com idade entre 07 e 65 anos, com serviços educacionais, pedagógicos e de artes. Na unidade, as crianças, adultos e idosos ainda têm acesso a atendimentos médicos e de fisioterapia, além de alimentação.
“Nossa, esse cheque vai ajudar a instituição e vamos fazer muito mais. Hoje já estamos com as coisas andando e bem começadas, então com esse cheque vamos manter nossas atividades e atender algumas emergências. Vamos aplicar dentro da própria escola para o desenvolvimento e bem-estar das crianças, não todo de uma vez, mas passo a passo, assim que forem surgindo as necessidades”, afirmou o presidente da Pestalozzi, José Galindo.![]()
A quantia entregue simbolicamente é referente a quatro indicações do último sorteio do Nota MT – o Mensal Janeiro, sendo uma indicação do ganhador da premiação de R$ 100 mil e as outras de sorteados com R$ 500. Os R$ 20.300,00 juntam-se aos R$ 50.800,00 já recebidos pela associação, desde o início do programa em 2019.
Para o secretário adjunto de Projetos Estratégicos, Vinícius Simioni, o recurso repassado é uma forma de valorizar e reconhecer o trabalho desenvolvido pelas instituições sociais mato-grossenses.
“Este é um momento que ressalta a credibilidade que as entidades sociais têm. As pessoas veem o trabalho realizado por essas instituições, como as pessoas são cuidadas e, como uma forma de contribuir com esse trabalho, fazem a indicação no Nota MT. Esse é só um dos benefícios do Nota MT, que é um programa em que toda a sociedade ganha, incluindo as instituições filantrópicas e os seus tutelados”, disse Simioni.
Durante a entrega, o secretário adjunto da Sefaz explicou, ainda, que as entidades participantes do Nota MT recebem 20% do valor de cada premiação e que a quantia não é deduzida da pessoa sorteada que fez a indicação. No caso da premiação de maior valor, por exemplo, o cidadão recebe o montante de R$ 100 mil e a entidade recebe outros R$ 20 mil.![]()
O Nota MT é uma iniciativa do Governo do Mato Grosso que estimula a cidadania fiscal, por meio da inserção do CPF nos documentos fiscais, emitidos durante as compras realizadas no comércio estadual. Mensalmente são premiados os cidadãos que pediram o CPF na nota e as entidades indicadas por eles, que recebem os cheques simbólicos durante os eventos ‘Ganhei no Nota MT’ idealizados pela Sefaz e pela Setasc.
Representando a Secretaria de Assistência Social e Cidadania, o secretário adjunto de Direitos Humanos da Setasc, Kennedy Dias, detalhou que as instituições interessadas em participar do Nota MT devem fazer o cadastro na Setasc.
“Através deste cadastro as entidades passam a fazer parte do banco de dados da Setasc e podem participar do Nota MT e poderão ganhar também esse prêmio. Queremos que cada vez mais entidades ganhem porque o dinheiro realmente está sendo arrecadado e precisa ser aplicado nessa parte tão importante que é a parte social.
Também estiveram presentes na entrega a diretora pedagógica da Associação Pestalozzi, Lúcia Melquiades; a prefeita de Jaciara, Andréia Wagner; além de empresários do município, representantes das instituições sociais Lions Clube e Abrigo Sombra da Acácia, ambos de Jaciara, e colaboradores da Pestalozzi.
Cadastro das entidades
As organizações sem fins lucrativos interessadas em participar do Programa Nota MT devem enviar um e-mail para cadastramentoentidades2021@setasc.mt.gov.br, com o título “Cadastramento de Entidade – Nome da Entidade”, e anexar toda a documentação necessária conforme especificado no Edital 001/2023.
Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo telefone (65) 3613-5726 ou ainda procurar a secretaria, no setor Cidadania e Inclusão Socioprodutiva. A Setasc está localizada na Rua Jornalista Amaro de Figueiredo Falcão, lote 285 – bairro CPA 1 – Cuiabá-MT.
Fonte: Governo MT – MT
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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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