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Auditores fecham alfândega e afetam fluxo do agronegócio Brasil-Paraguai

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Auditores fiscais federais agropecuários paralisaram, nesta terça-feira (20.02) as operações na alfândega de Foz do Iguaçu, impactando o fluxo de comércio entre Brasil e Paraguai.

A suspensão interrompeu o trânsito de produtos como milho, soja, trigo, arroz, farinha de trigo, óleo vegetal, frutas, vinho, produtos cristalizados, produtos lácteos, carnes bovina, suína e de frango, peixes e rações destinados à exportação ou importação. Apenas cargas consideradas perecíveis foram autorizadas a passar pela fiscalização.

A manifestação dos auditores afetaram diretamente as operações comerciais do setor privado. Em consequência, quase 2 mil caminhões encontram-se em espera na fila para a liberação de entrada ou saída do país, acumulando ao menos 240 processos pendentes de despacho na fronteira.

Representantes da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) e do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) planejam negociações para buscar uma solução para a situação atual. A paralisação, conhecida como “operação padrão”, também tem provocado atrasos nas rotinas de emissão de certificados para exportação em frigoríficos em todo o país, afetando o setor de carnes.

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Os auditores reivindicam melhorias salariais e reestruturação de carreira. A proposta apresentada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos em 15 de fevereiro não foi bem recebida pela categoria, que compara o tratamento recebido com o de outras carreiras federais.

As negociações entre o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e o Anffa Sindical estão previstas para continuar na quarta-feira, 21 de fevereiro, buscando minimizar os impactos da paralisação no setor produtivo.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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