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Forças de Segurança impediram 18 invasões de terras e prenderam 64 envolvidos

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Ações integradas da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) impediram invasão em 18 propriedades rurais e urbanas, em Mato Grosso, ao longo de 2023, conforme dados da Superintendência do Observatório de Segurança Pública. Essas ocorrências resultaram na condução de 64 pessoas para delegacia.

A Secretaria Adjunta de Inteligência mantém vigilância constante sobre os crimes relacionados a conflitos fundiários. Todos os boletins de ocorrência registrados são minuciosamente analisados, desencadeando resposta imediata por parte das forças de segurança.

O secretário-adjunto de Integração Operacional, Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, enfatizou o trabalho integrado das forças de segurança para garantir o legítimo direito constitucional de propriedade.

“Essa atuação visa proteger os cidadãos e suas propriedades, bem como manter a ordem e a segurança pública. Com a aplicação da estratégia de enfrentamento integrado das forças de segurança, a resposta à sociedade ficou mais célere e eficiente, prevenindo assim a ocorrência de ocupações ilegais coletivas de terras no Estado”, afirmou.

Nos casos que demandam intervenções, a Secretaria Adjunta de Integração Operacional atua como intermediária junto às forças policiais e demais instituições relacionadas ao tema, coordenando o planejamento e a execução das ações. Essa intensificação atende a determinação do governador Mauro Mendes de tolerância zero às ocupações ilegais de terras no Estado de Mato Grosso. Com a resposta imediata, as forças policiais impedem que os invasores se instalem em propriedades urbanas e rurais.

Operação integrada impediu invasão em Área de Preservação Permanente na Capital. Foto por: Sesp-MT.
Além de um monitoramento constante realizado pela Secretaria Adjunta de Inteligência, bem como pela Polícia Judiciária Civil (PJC), e de uma atuação integrada das forças de segurança, os residentes das comunidades rurais podem contar com o apoio da Patrulha Rural Georreferenciada, um serviço prestado pela Polícia Militar.

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Diariamente, os policiais realizam o monitoramento georreferenciado das propriedades rurais e visitam os moradores, buscando estabelecer um diálogo e promover uma maior proximidade com os cidadãos locais.

A atuação integrada é realizada por agentes da Polícia Militar, Polícia Civil, Politec, unidades especializadas como Rotam e Força Tática, e também o Corpo de Bombeiros, quando necessário.

Fonte: Governo MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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