MATO GROSSO
Atletas do Olimpus MT são destaques nacionais; Governo investe R$ 12 milhões para incentivo ao esporte
MATO GROSSO
“Toda nossa admiração e respeito aos nossos atletas mato-grossenses neste dia tão especial. O Governo do Estado tem trabalhado incansavelmente para fortalecer e valorizar nosso esporte, e resultado disso são os frutos incríveis que estamos produzindo. Nossos esportistas têm nos representando muito bem mundo a fora e suas conquistas e dedicação são o que nos move”, afirmou o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Jefferson Carvalho Neves, parabenizando os atletas pelo Dia do Esportista, celebrado nesta segunda-feira (19.02).
Outros bolsistas que tiveram seus nomes em destaque são os atletas Bárbara Martins, do vôlei de praia, e Raphael Duarte, do wrestling, convocados para as seleções brasileiras nas suas respectivas modalidades. Raphael também compõe a equipe permanente de base e vive a experiência de morar, treinar e estudar no perímetro do Centro de Treinamento no Rio de Janeiro. Tanto Bárbara quanto Raphael têm uma trajetória de bons rankings e campeonatos importantes.
A Secel também apoia atletas paralímpicos, como é o caso de Israele Gomes e Larissa Sousa, do goalball, e Arthur Cavalcante, Érika Cheres e Rayfran Mesquita, do judô.
Competindo na categoria J1 (cego total), a judoca Érika Cheres Zoaga afirma que a bolsa do programa Olimpus MT foi fundamental para que ela chegasse ao momento atual, na reta final de uma vaga para os Jogos Paralímpicos de Paris 2024.
“Muito disso que está acontecendo na minha vida é graças ao apoio do Estado. Esse apoio nos fortalece tanto na vida pessoal quanto na profissional, e assim podemos fazer um trabalho de excelência e qualidade, e levar o nome de Mato Grosso para o Brasil e o mundo”, destacou.
O atleta paralímpico André Luiz também foi convocado para compor a Seleção Brasileira de base de goalball.![]()
Auxílio mensal
Os esportistas de base em Mato Grosso são atendidos nas categorias Infantil, Base e Estudantil, que contam com bolsas mensais de R$ 200, R$ 400 e R$ 800, respectivamente. Aos atletas de alto rendimento são oferecidas duas categorias de bolsas: a Nacional e a Internacional, cujos valores são de R$ 1,2 mil e R$ 2 mil por mês.
O benefício de Bolsa Atleta atende esportistas de vários municípios mato-grossenses, incluindo Araputanga, Barra do Garças, Brasnorte, Marcelândia, Nova Mutum, Primavera do Leste, Lucas do Rio Verde, Ipiranga do Norte, Rondonópolis, Paranaíta, Pontes e Lacerda, Sorriso, Várzea Grande, Tabaporã, Mirassol D’Oeste, Jangada, Cáceres, Querência, dentre outros.
De Alto Araguaia (422 km de Cuiabá), Guilherme de Oliveira foi convocado, pela terceira vez, para participar do Camping Paralímpíco Escolar, em São Paulo (SP), um projeto idealizado e realizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro desde 2018, que tem como objetivo proporcionar a jovens atletas, com idade entre 12 e 17 anos, selecionados a partir das Paralimpíadas Escolares, o primeiro contato com a rotina de um atleta de alto rendimento.
A atleta Natália Vitória Santos, da cidade de Várzea Grande, também participou de um camping, no Centro Olímpico em São Bernardo (SP), oferecido aos atletas destaques do Brasil. Com 18 anos, ela é tetracampeã estadual na prova do arremesso de peso e lançamento de disco, vice-campeã brasileira escolar e terceira do ranking nacional sub-20.
Fonte: Governo MT – MT
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Jovens no DF se unem por tapetes de Corpus Christi e “jejum” de telas
Enquanto separava areia e tinta para o desenho de um cálice para o tapete de Corpus Christi na Esplanada dos Ministérios, nesta quinta-feira (4), a estudante Vitória Nunes, de 18 anos, diz que, além da fé cristã, a ocasião celebra a amizade real, longe das telas de celular e da inteligência artificial.
“Os encontros ficam mais verdadeiros do que na internet”, afirmou. Vitória é coordenadora do grupo jovem da Paróquia de São José, da comunidade Lúcio Costa, região periférica no Distrito Federal.
“Os jovens descobrem um caminho na doação”, disse. Essa comunidade passou por processos de reintegração de posse, o que tem causado tensão no lugar. Ela conta que, diante de desocupações, mais adolescentes e suas famílias procuraram apoio na igreja.
A estudante do curso técnico em meio ambiente garante que a amizade nos grupos reduz o sentimento de solidão e sintomas de transtornos mentais, como a depressão . “O apoio da família é muito importante para a gente estar aqui.”
O tapete que eles produziam era um dos 27 confeccionados em um corredor de 125 metros de comprimento. Vindos de diferentes regiões da capital, grupos de jovens como o de Vitória chegaram assim que raiou o dia para montar os tradicionais tapetes.
Desenhos à mão
Além de molhar os dedos de tinta, sal, palha e serragem, adolescentes e jovens adultos faziam rodas, cantavam e dançavam nas proximidades do corredor de tapetes. Nada de celular. Nada de inteligência artificial. Os desenhos feitos todos à mão.
As observações dos jovens vão ao encontro de posicionamento do papa Leão XIV, que publicou uma Carta Encíclica no mês passado, que pede regulamentação da inteligência artificial e alerta para os riscos de desinformação por intermédio dos desenvolvimentos dessas tecnologias.
A publicitária Luiza Helena Teixeira, de 24 anos, participa desde 2019 e teve o seu desenho escolhido para se transformar em tapete pela comunidade do Lúcio Costa. “Foi uma inspiração que eu tive. E é muito bom ver todo mundo trabalhando junto.”
Inclusão
Próximo aos jovens dessa comunidade, um outro grupo periférico, formado por pessoas surdas, e encarregado de tapete de Corpus Christi pedia mais inclusão. Entre eles, estava Márcio da Cruz, de 36 anos, que participa das atividades da pastoral há sete anos. Atualmente, ele está desempregado, mas sonha trabalhar com informática.
Morador de Planaltina (DF), Márcio afirma que a reunião com jovens de sua comunidade deu novo ânimo a sua vida. As expressões dele são traduzidas para a Agência Brasil pela professora Daniele Galeno, de 44 anos, uma das coordenadoras da Pastoral dos Surdos. “Muitos jovens acabam ficando em casa e só no celular. Essas atividades para eles trazem novo ânimo”, afirmou. Inclusive a confecção de tapetes.
A mãe do rapaz, Vânia Lúcia da Cruz, de 62 anos, que assistia ao filho caçula e a outros jovens confeccionarem o tapete, lamenta que muitos jovens surdos não têm oportunidade no mercado de trabalho formal. “O meu filho sempre teve muito obstáculo com a comunicação. Quando eles se unem, ficam mais felizes, né?”. Vânia tem outros quatro filhos ouvintes.
“A linguagem deles”
Um outro grupo presente, que chegou à Esplanada antes das 7h, foi o Movimento Escalada. A diretora do grupo, a estudante de enfermagem Mariana Abrantes, de 23 anos, destacou que não é simples afastar os mais jovens das telas para que eles se voltem às atividades religiosas, mas que é possível atraí-los e mantê-los “falando a linguagem deles”.
“As amizades têm que ser cultivadas presencialmente e até além da vida no catolicismo. Eles cantam, dançam e se divertem”, garantiu.
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