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Reforma do pronto atendimento infantil do Hospital Estadual Santa Casa está 99% concluída

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A reforma do Pronto Atendimento do Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá, já está 99% concluída e avança para a etapa final. O local recebe um investimento de R$ 3 milhões do Governo de Mato Grosso e deve ser entregue totalmente modernizado à população ainda no primeiro semestre deste ano. A unidade de saúde atende demandas de todo o Estado e, principalmente, da baixada cuiabana.

“O hospital passou por uma grande reforma em 2019, mas por ser uma estrutura muito antiga, de mais de 200 anos, tivemos que fazer mais um investimento no setor pediátrico. O local está mais moderno para atender com qualidade as crianças que precisam do pronto atendimento da unidade”, disse o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

Ele ainda reforçou que a atual gestão investe na Saúde de todo o Estado e trabalha na construção de seis novos hospitais em Mato Grosso. “O Governo de Mato Grosso tem realizado inúmeros investimentos nos oito hospitais geridos pelo Estado e ainda constrói quatro novos Hospitais Regionais no interior de Mato Grosso, além do Hospital Central e Júlio Müller, em Cuiabá. O Hospital Central vai ser entregue neste ano à população, após 34 anos de abandono”, acrescentou.

A diretora do Hospital Estadual Santa Casa, Patrícia Neves, contou que os atendimentos ofertados pelo Pronto Atendimento Infantil seguem normalmente durante a obra, pois o setor foi remanejado para o espaço do ambulatório geral da unidade.

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“Não interrompemos nossos serviços. Trabalhamos cuidadosamente para manter a qualidade do atendimento para não prejudicar o paciente que conta com a nossa equipe para uma breve recuperação”, pontuou a gestora.

Em 2023, o Pronto Atendimento Infantil do Hospital Estadual Santa Casa realizou cerca de 27.972 atendimentos. Atualmente, a unidade de saúde dispõe de 177 leitos de enfermaria e 41 leitos de UTI.

O local é referência nas áreas de clínica médica geral, cirurgia geral e pediátrica, cirurgia e clínica oncológica, cirurgia e clínica vascular, hemodiálise adulto e infantil, nefrologia adulto e pediátrica, neurologia adulto e pediátrica, neurocirurgia pediátrica, pneumologia, psiquiatria, otorrinolaringologia adulto e pediátrica, cardiologia clínica adulto e infantil, cardiologia intervencionista e hemodinâmica, além de ofertar exames de imagens e laboratoriais.

Histórico

O Hospital Estadual Santa Casa foi inaugurado em 23 de julho de 2019, após a atual gestão requisitar administrativamente a unidade, em maio do mesmo ano. À época, o local estava fechado havia 60 dias. Após a requisição, a SES modernizou o hospital, ampliou e disponibilizou novos serviços.

Fonte: Governo MT – MT

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CPI da Saúde quer perícia técnica sobre invasão cibernética que atingiu a SES

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Três meses após a ocorrência de um ataque cibernético que comprometeu sistemas e provocou a perda de dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o caso passou a ser alvo de questionamentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Tanto que o presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), nesta quarta-feira (3), apresentou requerimento ao governo do estado e à Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI), responsável pela gestão tecnológica da administração estadual, para prestar esclarecimentos.

O parlamentar quer acesso a informações detalhadas sobre a invasão hacker anunciada pelo governo, as medidas adotadas para contenção dos danos, os sistemas atingidos e os procedimentos de proteção e recuperação dos dados comprometidos. Segundo ele, a gravidade do episódio exige total transparência por parte dos órgãos envolvidos. “Essa CPI é importantíssima para revelar omodus operandidos crimes que aconteceram, especialmente durante a pandemia, dentro da Secretaria Estadual de Saúde. Essa pasta movimentou, nos últimos sete anos, quase R$ 30 bilhões. Os trabalhos da CPI avançam cada vez mais”, afirmou.

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O deputado também relacionou o episódio ao momento em que a comissão intensifica as investigações sobre a gestão da saúde pública estadual. Para ele, o fato da invasão ter ocorrido após a instalação da CPI levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos.

 “Nós estamos colocando o dedo em uma secretaria que foi malconduzida nos últimos sete anos, onde houve malversação de recursos públicos em quantidades gigantescas. Os trabalhos da CPI avançam e coisas impressionantes começam a acontecer. Queremos saber sobre a destruição destes materiais por hackers. Vamos pedir uma perícia técnica federal neste assunto. Destruíram acervo e arquivos importantíssimos, coincidentemente logo após a Assembleia Legislativa ter instalado sua comissão”, declarou.

A perícia técnica, segundo o parlamentar, seria feita para apurar as circunstâncias da invasão e avaliar a extensão dos prejuízos causados ao patrimônio documental e aos bancos de dados da Secretaria de Saúde. “Esse é um fato gravíssimo, pois depois de três meses somente agora veio a informação sobre essa invasão. Nós não vamos parar, não vamos nos intimidar com os obstáculos e com as pedras neste caminho. Não tem sido fácil e nós sabíamos que não seria. Não é fácil esse trabalho, mas nós vamos prosseguir”, completou.

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O deputado também voltou a criticar a condução administrativa da SES nos últimos anos. Segundo ele, apesar da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual, em maio de 2019, com o objetivo de reduzir pagamentos por indenização, a prática continuou sendo utilizada de forma recorrente. “Foi assinado um TAC para colocar um ponto final nos pagamentos por indenização. Mas aconteceu justamente o contrário. Até hoje a Secretaria de Saúde prioriza os pagamentos por indenização, evita realizar licitações e evita utilizar o instituto da dispensa de licitação”, comentou.

Operação Espelho –Dando continuidade aos trabalhos investigativos, a CPI da Saúde receberá, na tarde desta quarta-feira (3), às 14 horas, os delegados da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), José Ricardo Garcia Bruno e Henrique Trevisan. Eles foram responsáveis pela condução da Operação Espelho deflagrada em 2021 para apurar supostas irregularidades envolvendo contratos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde.

 



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