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Policiais civis participam do Curso de Instrutor/Multiplicador de Tecnologias não Letais

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A Academia de Polícia Civil realizou na segunda-feira (29.01) e terça-feira (30.01), o Curso de Instrutor/Multiplicador de Tecnologias não Letais, para policiais civis lotados nas delegacias da região metropolitana e no interior de Mato Grosso.

Durante a capacitação, 17 servidores foram treinados com exercícios de manuseio e disparo com a SPARK Z2.0, que é um dispositivo elétrico incapacitante que atua no sistema neuromuscular da pessoa, incapacitando temporariamente o agressor.

O curso de Instrutor/Multiplicador de Tecnologias não Letais, foi ministrado pelos instrutores da Condor, Coronel da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo de Souza Soares e Alex Sandro Pires Morais.


Os instrutores apresentaram aos alunos o que existe de mais avançado em equipamento e insumos para o uso proporcional, seletivo ou diferenciado da força tais como, munições de impacto controlado, pimenta e lacrimogênia, lançadores AM 640 40 mm e AM 637 com alta precisão e efetividade, granadas explosivas indoor e explosivas outdoor, Sprays de pimenta e lacrimogênea e as granadas fumígenas coloridas para sinalização e salvamento.

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Para o participante da qualificação, investigador Gleimater de Sousa Camilo, lotado na Regional de Barra do Garça, o curso demonstra a preocupação da instituição com a integridade física não só de seus policiais nas ocorrências, mas com a população de forma geral. “Esse conhecimento adquirido nesses dois dias, será repassado aos colegas para o uso desses instrumentos menos letal”, destacou o policial civil.

Conforme o diretor da Acadepol, delegado Fausto José Freitas da Silva, esse procedimento de atuação com uso de tecnologias não letais é uma tendência a nível nacional. “Esse curso no formato de multiplicador é muito importante, pois estamos formando aqui, profissionais que irão replicar esse conhecimento para nosso efetivo”, disse o diretor.

O delegado Carlos Francisco, coordenador de Polícia Comunitária, agradeceu o apoio da atual gestão da Polícia Civil, bem como da direção da Acadepol, na idealização e realização do curso de instrutores/multiplicadores de tecnologias não letais.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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