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Polícia Civil esclarece latrocínio de idosa e prende autor do crime em Paranatinga

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A Delegacia de Paranatinga esclareceu o latrocínio de uma idosa, ocorrido na primeira quinzena deste mês, e cumpriu a prisão do autor do crime. O corpo de Antônia Gonçalves de Queiroz, de 73 anos, foi encontrado já em estado de decomposição, dentro da residência dela no dia 15 de janeiro.

Vizinhos acionaram a polícia após sentir um forte odor vindo da casa da idosa. Após a perícia técnica no local foi constatado que a vítima morreu em decorrência de ação criminosa, uma vez que havia um ferimento no pescoço causado por objeto cortante.

Durante as diligências realizadas pela equipe da Delegacia de Paranatinga foi apurado que um aparelho celular da vítima, que tinha sido adquirido recentemente por dona Antônia, não foi encontrado na casa, e o crime passou a ser apurado como roubo seguido de morte.

Na terça-feira, (23.01), a Polícia Militar deteve em flagrante um suspeito por tráfico de drogas e durante o procedimento de flagrante na delegacia foi constatado que o aparelho da idosa estava com ele, inclusive, com a instalação de redes sociais já instaladas em nome dele, que havia reconfigurado o celular.

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Imagens de câmera de segurança nas imediações da residência mostraram que no dia 06 de janeiro, o suspeito foi visto entrando na residência da idosa e permaneceu no local por alguns minutos. Confrontado com as informações reunidas pela Polícia Civil, W.M.B. , de 18 anos, confessou o crime e descreveu a ação criminosa que terminou com o latrocínio da idosa.

Ouvido em depoimento, o autor do crime alegou que foi à residência da idosa para pedir emprestada uma caixa de som e, diante da negativa, ele viu um celular novo e ao tentar pegar o aparelho, a idosa reagiu e foi esfaqueada pelo suspeito. Depois, ele trancou a residência e levou a chave consigo, que jogou em um terreno. “Ele aproveitou-se da vulnerabilidade da vítima, tanto pela idade quanto pelo fato de residir sozinha”, acrescentou o delegado Gabriel Conrado.

O autor do latrocínio já respondeu anteriormente, quando ainda era menor de idade, por ato infracional análogo a homicídio no mesmo município.

“A equipe de policiais civis da delegacia trabalhou incansavelmente, desde o primeiro instante quando fomos acionados, para esclarecer esse crime bárbaro e chegar à a autoria e motivação”, acrescentou o delegado de Paranatinga.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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