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Nova safra de feijão derruba os preços no mercado interno

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De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na semana passada a colheita da primeira safra de feijão 2023/24 no Brasil alcançou 22,1% da área total, um aumento em relação aos 17,9% registrados na semana anterior.

Neste contexto, o feijão carioca de nota 8,5, o mais disponível no mercado, sofreu uma redução nos preços. O valor que inicialmente era de R$ 385 por saca foi reajustado para R$ 370, com a concretização de vendas em duas cargas.

Os corretores, diante de um volume limitado de transações, antecipam a possibilidade de novas quedas nas cotações. Além disso, a colheita em Minas Gerais já começou, e os primeiros lotes apresentaram problemas de qualidade, o que impactou nas ofertas iniciais, levando a estimativas de R$ 300 por saca.

Após um período de valorização dos preços, o mercado está entrando em uma fase de acomodação, e um possível recuo nas cotações em curto prazo é uma realidade considerável.

Negócios específicos foram reportados em São Paulo, envolvendo lotes de feijão extra com preços em torno de R$ 400 por saca. Observa-se uma resistência dos produtores, tanto no feijão-preto quanto no feijão-carioca, refletindo um cenário de extrema cautela. Muitos produtores estão esperando por condições de mercado ainda mais favoráveis, considerando as tendências atuais.

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Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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