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Embrapa produz “cobertas” de lã de carneiro para proteger plantações

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A Embrapa Pecuária Sul e a Cimabra – Indústria e Comércio de Manufaturados de Fibras firmaram um convênio para desenvolver agromantas – uma espécie de coberta – feitas de lã de carneiro para proteger plantações.

O produto, inicialmente será testado em mudas de oliveiras e de nogueira-pecã, no Rio Grande do Sul .

A parceria visa explorar a utilização de lã ovina menos demandada no mercado, proporcionando um insumo que pode contribuir para o crescimento de árvores frutíferas. A pesquisadora Magda Benavides, da Embrapa Pecuária Sul, destaca que as agromantas podem oferecer benefícios em termos de produtividade, sustentabilidade e redução de custos na atividade agrícola.

A lã de ovelha, especificamente a de finura grossa, é reconhecida por sua capacidade de absorver água da chuva e liberá-la lentamente para as mudas das árvores. O projeto começará testando as agromantas em mudas de oliveiras e nogueira-pecã, espécies amplamente cultivadas no Rio Grande do Sul, mas com potencial de aplicação em outras árvores e na olericultura.

O convênio permitirá testar a viabilidade de produção, comercialização e uso dessas agromantas, analisando seu impacto no desenvolvimento das árvores e sua viabilidade econômica. A pesquisadora destaca que, se o produto for viável, pode proporcionar uma opção de renda para ovinocultores, enfrentando a crise prolongada no mercado de lãs, especialmente as mais grossas, que atualmente não cobrem os custos de retirada dos animais.

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As agromantas têm potencial adicional para bloquear a luz solar ao redor das mudas, preservando a umidade e inibindo o crescimento de plantas indesejadas, o que pode resultar na redução do uso de insumos químicos e mão de obra para a capina.

A lã, sendo biodegradável e contendo nutrientes como nitrogênio e enxofre, também pode servir como fertilizante. O projeto, com duração prevista de três anos, incluirá testes desde a elaboração de protótipos até ensaios em campo.

Fonte: Pensar Agro

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Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

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A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

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Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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