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Intempéries climáticas traz incertezas para a próxima safra de café

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A safra de café 2024/25 permanece incerta devido à instabilidade climática e desafios econômicos internacionais, conforme apontado no boletim divulgado pelo Conselho Nacional do Café (CNC).

O comunicado alerta para a preocupação contínua devido à inconsistência e volume das chuvas durante o enchimento dos frutos. A imprevisibilidade das condições meteorológicas torna desafiador fazer projeções precisas para o desempenho da produção.

As dificuldades financeiras globais e as instabilidades relacionadas a conflitos também têm impacto nas projeções de consumo, com o CNC mencionando problemas enfrentados pelos tesouros americano e europeu, refletindo nas incertezas globais.

Diante desses desafios, o CNC adota uma perspectiva mais cautelosa em relação à produção no país, considerando improvável ultrapassar a estimativa de 58,9 milhões de sacas (IBGE), conforme destacado no comunicado.

O Conselho chama atenção para a possibilidade de agravamento do El Niño entre fevereiro e março, o que pode prejudicar a fase final de desenvolvimento do grão, requerendo atenção dos produtores.

O próximo levantamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que será feito na próxima quinta-feira (18.01) deverá fornecer informações adicionais sobre o cenário futuro do café no Brasil, segundo o boletim da CNC.

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No último boletim de 2023, a Organização Internacional do Café (OIC) destacou o impacto do clima na produção global de café. A redução dos estoques mundiais em 2023 foi de 4,9 milhões de sacas, evidenciando os desafios enfrentados em diversas regiões produtoras, como ressaltado pela entidade.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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