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Depois de um ano volátil, mercado do boi gordo encerra 2023 estável

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Depois de um ano de extrema volatilidade, que segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) a cadeia produtiva foi impactada nos âmbitos produtivo, sanitário, climático e econômico, a última semana do ano, o mercado do boi gordo apresentou preços estáveis.

De acordo com dados do Cepea, o boi gordo experimentou uma montanha-russa de preços ao longo do ano. No início de fevereiro, a arroba chegou a ser negociada acima de R$ 300, mas, até o final de agosto, despencou para valores abaixo de R$ 200. No entanto, ao se aproximar do término do ano, a arroba se estabilizou em torno dos R$ 250.

A manutenção dos valores é resultado de uma atividade comercial reduzida, impactada pelas férias coletivas nos frigoríficos e pelas escalas de abate já definidas para a primeira semana de janeiro.

Para o início de 2024, o desempenho das vendas de carne bovina nas festas de fim de ano pode influenciar o escoamento dos estoques. Uma venda abaixo do esperado poderá pressionar a redução dos preços, embora não se antecipe uma variação significativa na oferta de gado no curto prazo.

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No Oeste do Rio Grande do Sul, com escalas de abate cobrindo uma média de 7 dias, as cotações do boi gordo, vaca e novilha ficaram estáveis. Situação semelhante ocorreu na região de Pelotas, onde os preços também se mantiveram firmes durante a semana.

Encerrando com o Triângulo Mineiro, a semana finalizou sem mudanças nas cotações, refletindo a estabilidade do mercado na comparação diária.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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