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China autoriza milho e soja transgênicos pela primeira vez

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A China emitiu licenças para 26 empresas brasileiras, autorizando produzir e comercializar sementes de milho e soja geneticamente modificadas.

A iniciativa, destacada pelo Ministério da Agricultura e Agricultura Rural chinêz, visa diminuir a dependência do país por importações desses grãos. Entre as companhias licenciadas estão a Beijing Dabeinong Technology e a China National Seed, parte do Grupo Syngenta, com operações nas principais regiões agrícolas, como Hebei e Mongólia Interior.

Essa concessão marca a primeira vez que empresas chinesas receberam autorização para o cultivo comercial de transgênicos no país, de acordo com informações do Instituto de Co-Inovação GLOCON Agritech.

A China é o maior importador mundial de milho e soja, comprando cerca de 100 milhões de toneladas anualmente, sobretudo do Brasil e dos Estados Unidos. Com a adoção de sementes geneticamente modificadas, espera-se que o país aumente a produtividade agrícola e reduza a necessidade de importações.

Testes em larga escala conduzidos pela China mostraram resultados positivos para a segurança e eficácia das sementes transgênicas. Segundo fontes do setor, produtores chineses planejam expandir o plantio de milho geneticamente modificado para cerca de 670 mil hectares em oito províncias até 2024, o que representa mais que o dobro da área cultivada em 2023.

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Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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