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Hospitais Regionais realizaram mais de 373 mil procedimentos eletivos para acelerar atendimento à população

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Os oito Hospitais Regionais geridos pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) realizaram um total de 373.561 atendimentos eletivos, entre consultas, cirurgias e exames, de janeiro a outubro de 2023. Os procedimentos aceleraram o atendimento à população que aguarda por serviços via Sistema de Regulação, nos 142 municípios do Estado.

“Nossos hospitais trabalham diuturnamente para acelerar o atendimento dos pacientes que esperam algum procedimento eletivo via Sistema Único de Saúde em Mato Grosso. Para isso, além das nossas unidades de saúde, contamos com a atuação dos municípios e dos consórcios intermunicipais, que já aderiram ao programa Fila Zero na Cirurgia, cuja meta é eliminar a demanda reprimida no Estado”, explicou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

Durante os 10 primeiros meses do ano, os Hospitais Regionais de Sinop, Colíder, Alta Floresta, Cáceres, Rondonópolis, Sorriso, o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, e o Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá, realizaram 135.738 consultas, 17.383 cirurgias e 220.440 serviços de Apoio Diagnóstico Terapêutico (SADT), que inclui procedimentos e exames ambulatoriais.

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As especialidades atendidas foram na área de cirurgia-geral, cirurgia bariátrica, clínico-geral, cardiologia, ortopedia, ginecologia, pediatria, neurocirurgia, obstetrícia, pneumologia, otorrinolaringologia, bucomaxilofacial, ecocardiografia, mamografia, urologia, entre outras.

Conforme o secretário adjunto de Gestão Hospitalar, Oberdan Lira, a SES está investindo em mutirões e outras estratégias para atender os pacientes. “Os usuários do SUS são os principais beneficiados com o esforço que nossos profissionais estão fazendo. Temos realizado mutirões e outras estratégias para zerar a fila”, afirmou o gestor.

Oberdan ainda explicou que os hospitais geridos pela SES não integram o programa estadual Fila Zero na Cirurgia, mas os atendimentos eletivos que realizam colaboram para a meta da iniciativa. “Não há dúvida que a união de esforços entre municípios, consórcios e Hospitais Regionais irão convergir para o propósito do programa”, afirmou o secretário adjunto.

Fila Zero na Cirurgia

O programa Fila Zero na Cirurgia já tem 240 mil procedimentos eletivos aprovados e em execução em Mato Grosso. Até o momento, já foram investimentos cerca R$ 194 milhões nesta iniciativa, que visa reduzir a espera por procedimentos eletivos em Mato Grosso por meio de parcerias.

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O programa tem duração de 12 meses, podendo ser prorrogado. São elegíveis para o programa as unidades públicas de saúde municipais e estaduais, unidades privadas e filantrópicas, associações denominadas como consórcios e parceiros (como o MT Saúde).

Fonte: Governo MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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