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Novo Hospital Júlio Müller já está com 55% das obras concluídas e será entregue em 2024

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As obras do novo Hospital Universitário Júlio Müller serão entregues no fim de 2024. Com 55% da estrutura física construída, a unidade será administrada pelo Governo Federal quando estiver 100% concluída. O prédio recebe um investimento de R$ 221,1 milhões, divididos entre Governo do Estado e Universidade Federal de Mato Grosso.

A construção foi retomada pela atual gestão do Governo de Mato Grosso após seis anos de paralisação. O novo Hospital Universitário deveria ter servido como unidade de apoio durante a Copa do Mundo de Futebol de 2014. As obras começaram em 2012, mas o contrato foi rescindido em 2014 com apenas 9% do total executado.
Localizado na MT-040, estrada que liga Cuiabá até Santo Antônio do Leverger, o hospital tem 58,3 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 147 hectares. Serão oito blocos, com 228 leitos de internação, 68 de repouso e 63 de UTI, sendo 18 pediátricos e 25 neonatais, além de 12 centros cirúrgicos, 85 consultórios, 45 salas de exame e 21 salas para banco de sangue e triagem.
Com isso, o novo Hospital Universitário será a maior estrutura hospitalar de Mato Grosso.
A licitação para a retomada das obras foi realizada em maio de 2020, na modalidade de Regime Diferenciado de Contratação Integrada (RDCi), no qual a empresa vencedora é responsável pela elaboração dos projetos e execução das obras. O contrato foi assinado no fim de 2020 e, após a elaboração dos projetos, a obra começou em novembro de 2021, tendo um prazo de três anos para conclusão.
Um dos principais desafios era resolver a drenagem do terreno, um dos entraves do local que sofria com alagamentos.
“Essa obra estava parada desde 2013. Alguns engenheiros de plantão chegaram a falar que a estrutura estava condenada, porque o solo estava submerso, em um terreno alagadiço. Nós fomos atrás das soluções possíveis e hoje essa obra está aí, vai ser entregue no fim do ano que vem e servir a população”, afirmou o governador Mauro Mendes durante visita à obra.
A previsão é que a obra seja finalizada em novembro de 2024, quando o hospital passará a ser gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, órgão do Governo Federal.
O atual Hospital Universitário Júlio Müller atende a uma série de especialidades médicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de ser usada na formação de profissionais com os programas de residência médica. “Esse hospital trabalha, principalmente, com média e alta complexidade, casos mais raros, difíceis de se observar. É um campo enorme de estágio e aprendizados”, explicou o reitor da UFMT, Evandro Aparecido Soares da Silva.
As obras seguem dentro do cronograma, com execução dos serviços de alvenaria, hidráulica e elétrica.
“Nós buscamos todas as soluções necessárias para que essa obra pudesse ser retomada. O governador Mauro Mendes tem compromisso com a saúde, prova disso é a construção deste hospital, a retomada do Hospital Geral e a construção de quatro novos hospitais regionais”, disse o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.
Mais 5 novos hospitais
O Governo de Mato Grosso trabalha na construção de mais cinco grandes hospitais. Um deles é o Hospital Geral, localizado no Centro Político Administrativo, em Cuiabá. Com 92% das obras executadas e um investimento de R$ 184,5 milhões, a nova unidade será entregue em 2024. A construção do hospital estava paralisada há 30 anos e foi retomada pela atual gestão.
As outras quatro unidades em construção são os Hospitais Regionais de Tangará da Serra, Juína, Alta Floresta e do Araguaia, em Confresa.
Com investimento previsto em R$ 477 milhões pela SES, as obras avançam no interior do estado e têm previsão de conclusão para a partir de 2024. As unidades irão preencher vazios assistenciais na saúde em Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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