MATO GROSSO
Governador vence mais uma etapa para que MT possa vender créditos por preservação
MATO GROSSO
O governador Mauro Mendes avançou mais uma etapa para que Mato Grosso possa vender créditos de carbono obtidos com a redução do desmatamento ilegal.
Nesta sexta-feira (08.12), ele se reuniu com a diretora executiva da Art Trees, Mary Grade. A Art Trees é o principal padrão de certificação mundial de créditos de carbono.![]()
Na reunião, Mauro entregou a carta conceito de Mato Grosso, documento que mostra a aptidão do estado para a venda desses créditos, que podem chegar a bilhões de dólares.
“O que precisamos agora é fazer esse processo andar mais rápido. Vamos ser mais ágeis, para tornar isso efetivo. Vou dar prioridade nessa ação e monitorar de perto”, afirmou.
A diretora-executiva da certificadora ressaltou que a carta é “um passo muito importante” para obter as certidões.
“Começamos a falar com o Governo de Mato Grosso e estou muito feliz de receber essa documentação. Temos muito interesse em prosseguir com todas as etapas necessárias”, informou Mary Grade
O secretário-executivo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Alex Marega, explicou que o próximo passo é levantar toda a documentação técnica exigida para obter a certificação.
“A partir do momento que essa certificação for creditada, ou seja, esse padrão reconhecer que as nossas reduções de desmatamento e de degradação por incêndios são reais e verificáveis, abrimos caminho para a captação de recursos para o estado de Mato Grosso na ordem de bilhões de dólares”, registrou.
O mercado de carbono funciona com a venda de créditos excedentes de redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE).
Assim, empresas, países, Estados que ultrapassam a meta de redução das emissões de carbono podem vender esse excedente.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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