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Manual de Linguagem Clara e Direito Visual do Tribunal é classificado no Prêmio Innovare

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O Manual de Linguagem Clara e Direito Visual, elaborado pelo Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) – InovaJusMT, é um dos cinco projetos inovadores do TJMT selecionados para a 20ª edição Prêmio Innovare. A classificação reconhece a iniciativa do Judiciário mato-grossense na busca de uma comunicação jurídica mais acessível e compreensível por todos os públicos.
 
Os demais projetos do TJMT que concorrem à premiação são: Programa de Construção de Paz na Rede Pública de Ensino “Eu e você na construção da Paz”; Expedição Araguaia Xingu; Força-tarefa de inspeções surpresas e extraordinárias nos estabelecimentos penais e Programa Super Star-Gio.
 
A proposta foi desenvolvida com a intenção de simplificar a linguagem utilizada nos documentos jurídicos, tornando-a mais simples a todos os cidadãos. A equipe responsável pelo projeto, composta por juízes, servidores, especialistas em linguagem e designers gráficos, buscou superar as barreiras da complexidade linguística e facilitar a comunicação entre o Judiciário e a sociedade como um todo. Além disso, a iniciativa incorpora elementos visuais, como infográficos e ícones, para facilitar o entendimento do conteúdo para qualquer pessoa. Clique aqui para conferir o Manual de Linguagem Clara e Direito Visual do TJMT. 
 
A classificação como finalista no Prêmio Innovare é um reconhecimento importante para o tribunal e evidencia seu compromisso em buscar soluções inovadoras que aprimorem a prestação jurisdicional e fortaleçam a relação entre o Judiciário e a sociedade. O Manual de Linguagem Clara e Direito Visual e tudo que o engloba, demonstra que é possível promover a modernização e a humanização da Justiça por meio de práticas inovadoras.
 
Com a classificação, a próxima etapa será a entrevista com um consultor do Prêmio Innovare, na qual o objeto será apresentado em detalhes, mostrando a relevância e os resultados alcançados até o momento. A coordenadora do Laboratório de Inovação, juíza Viviane Brito Rebello, ressalta a importância da classificação e destaca a dedicação da equipe envolvida no projeto. “Estamos muito felizes e honrados por sermos classificados no Prêmio Innovare. Isso mostra que estamos no caminho certo para tornar o Judiciário ainda mais acessível e compreensível para todos. A entrevista com o consultor será uma oportunidade valiosa para compartilharmos os resultados obtidos até agora e nossas perspectivas futuras”, afirma.
 
Conforme a magistrada, o objetivo da atual gestão é tornar o manual cada vez mais presente no cotidiano de trabalho dos membros do Poder Judiciário. “Faz parte da continuidade do projeto nós criarmos modelos que possam ser utilizados por todas as unidades de maneira fácil. Nós temos à disposição no laboratório Inovajus MT uma pessoa que auxilia na montagem do modelo que o juiz, o gestor ou o servidor precisar”, explica.
 
Também com o propósito de difundir esse instrumento inovador no Judiciário mato-grossense, o InovaJusMT promoveu uma palestra sobre linguagem simples e direito visual, durante o E-Lab 65/66 – Encontro de Laboratórios de Inovação, realizado em maio, no TJMT (clique aqui para assistir à palestra) 

O Prêmio Innovare – Com organização do Instituto Innovare em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Advocacia Geral da União, associações jurídicas e conselhos de justiça do país, a iniciativa tem como objetivo identificar, divulgar e difundir práticas que contribuam para o aprimoramento da Justiça no Brasil.
 
Os projetos inscritos são divididos em sete categorias (Tribunal, CNJ, Juiz, Ministério Público, Defensoria Pública, Advocacia, e Justiça e Cidadania) e são avaliados conforme critérios como eficiência, qualidade, criatividade, satisfação do usuário, entre outros.
 
Participam da Comissão Julgadora do Innovare ministros do STF, STJ, TST, desembargadores, promotores, juízes, defensores, advogados e outros profissionais de destaque interessados em contribuir para o desenvolvimento do Poder Judiciário brasileiro.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Manual de linguagem clara e direito visual sobre uma mesa. A capa dele tem tons de azul claro e escuro e branco e mostra duas cabeças conectadas por um novelo de linha embaralhado em uma das cabeças, mas que chega organizado até a outra cabeça, representando a tradução da linguagem jurídica para uma linguagem acessível. No topo da capa, aparece a logomarca do Poder Judiciário de Mato Grosso. Segunda imagem: Coordenadora do InovaJusMT, juíza Viviane Brito Rebello, aparece sentada no sofá do laboratório de inovação do TJMT, entre um servidor e uma servidora, que estão sentados em cadeiras. Cada um deles tem nas mãos um exemplar do manual de linguagem clara e direito visual e conversam entre si. A decoração do laboratório é moderna, composta por sofá de madeira e estofado verde, almofadas coloridas, paredes com ilustrações. Viviane Rebello é uma mulher branca, magra, de cabelo curto e grisalho. Ela está usando uma calça cinza, camisa verde clara, cinto e brincos pretos.
 
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Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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95 anos da padroeira do Brasil; entenda

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Em 1717, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso navegavam pelo Rio Paraíba do Sul, no estado de São Paulo. Após diversas tentativas frustradas de pesca, os homens encontraram uma imagem de barro que estava submersa. Ao retirá-la da água, perceberam que se tratava de uma imagem da Virgem Maria, mais precisamente, da Imaculada Conceição. Passaram a chamá-la, então, de Aparecida.

O achado foi um marco na vida dos pescadores, que começaram a relatar graças e milagres atribuídos à intercessão da Virgem. A fama da imagem se espalhou, atraindo devotos que vinham em romarias de diversas partes do Brasil. Mais de dois séculos depois, em 1930, o papa Pio XI assinou o decreto que proclamou Nossa Senhora Aparecida padroeira do Brasil.

A cerimônia solene aconteceu apenas em 1931, no Rio de Janeiro, então capital federal, diante de cerca de 1 milhão de pessoas. À época, foi lido publicamente o decreto pontifício que declarava a Virgem Maria, sob o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira da nação brasileira. No mesmo dia, foram acrescentadas ao manto que veste a imagem as bandeiras do Brasil e do Vaticano.

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Décadas depois, em 1980, durante a primeira visita do então papa João Paulo II ao Brasil, o dia 12 de outubro foi oficialmente instituído como feriado nacional em honra à padroeira do país. Desde então, cerca de 10 milhões de peregrinos visitam todos os anos o Santuário Nacional de Aparecida, no estado de São Paulo, com o objetivo de renovar a fé e confiar intenções à Virgem Maria.

Para dom Vilson Dias de Oliveira, bispo emérito de Limeira (SP) e membro da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida transcende as fronteiras do território brasileiro e se apresenta como “farol espiritual” no horizonte do catolicismo universal. Em carta, ele destaca a solicitude da santa pelos pequenos e pobres.

“O achado da pequena imagem nas águas do Rio Paraíba do Sul não inaugurou apenas um capítulo na história da fé nacional, mas inscreveu no patrimônio da Igreja um acontecimento profundamente teológico: a manifestação da solicitude de Maria pelos pequenos, pelos descartados e pelos continentes que buscam a sua libertação e unidade no Evangelho de Cristo”, escreveu.

O religioso avalia que, para a América Latina como um todo, a devoção a Nossa Senhora Aparecida guarda “ressonância singular e profética”.

“O continente latino-americano, marcado por feridas históricas de desigualdade, mas iluminado por uma piedade popular fervorosa, encontra na Virgem de barro negro a expressão viva do rosto da própria Igreja continental.”

No documento, o bispo emérito avalia que a figura da Virgem Aparecida atesta para o mundo que Deus prefere manifestar sua grandeza por meio do que é frágil e humilde. A pequena imagem quebrada, recolhida do fundo das águas por mãos de pescadores simples, segundo ele, recorda que a verdadeira evangelização “nasce do amor encarnado na realidade concreta dos povos e das suas culturas”.

“Que as comunidades espalhadas por todo o Brasil e pelos países irmãos da América Latina não temam dar este passo audacioso. Diante dos desafios sociais, econômicos e espirituais que marcam o nosso tempo, a Virgem Aparecida nos recorda que Deus continua a realizar suas maiores maravilhas por meio dos humildes e organizados em comunidade”, concluiu dom Vilson Dias de Oliveira.



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