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Seca na Bahia pode causar prejuízos econômicos, prevê Faeb

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A crítica seca na Bahia está gerando graves preocupações, especialmente nos setores agrícola e pecuário, alerta a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (FAEB).

Com 131 municípios em situação crítica devido à escassez de chuvas, a Faeb ressalta as consequências alarmantes nos setores agrícola e pecuário.

Na Região Semiárida, abrangendo a maior parte do território estadual, os desafios são consideráveis, resultando em milhares de mortes de gado por falta de alimento e água. A produção de frutas, milho e outros produtos agrícolas também sofre perdas expressivas, especialmente no Oeste baiano, uma área vital para as exportações do estado.

Segundo dados econômicos da Faeb, a produção informal de leite diminuiu mais de 50%, enquanto setores como apicultura, café, banana e caju enfrentam perdas significativas. O plantio de milho e feijão está comprometido em diversas regiões produtoras.

Esta é a pior seca enfrentada pela Bahia desde 1980, conforme relatado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), e é agravada pelo fenômeno El Niño. Diante dessa situação crítica, a Faeb solicita medidas urgentes e propõe a união de esforços dos setores público e privado para mitigar os impactos da falta de chuvas.

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Entre as propostas apresentadas estão a expansão dos programas de aquisição e distribuição de alimentos, a prorrogação de parcelas de débitos rurais, a criação de novas linhas de crédito para aquisição de ração e desenvolvimento de infraestrutura hídrica, além do apoio direto dos governos federal e estadual às famílias afetadas pela seca.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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