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Operação Persecutus cumpre 33 mandados contra organização criminosa que ordenou homicídio em Cáceres

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A Polícia Civil cumpriu 33 ordens judiciais, dentro da Operação Persecutus, contra integrantes de uma organização criminosa que determinou a execução de um homicídio em Cáceres, ocorrido no início deste ano.

Entre os dias 22 e 26 de setembro, a 1ª Delegacia de Cáceres, com apoio da Delegacia de Campos de Júlio e da Polícia Penal, cumpriu os mandados que incluíram bloqueios de valores, busca e apreensão domiciliar e quebra do sigilo de dados dos investigados.

A investigação resultou na prisão de um dos executores do homicídio que vitimou Felipe do Prado Leite, de 21 anos, em janeiro deste ano. Outros dois participantes ativos da ação criminosa também foram presos e apreendidos dois veículos utilizados pela facção.

As informações que respaldaram a operação foram extraídas de um celular encontrado no local do homicídio, quando o executor deixou cair acidentalmente o aparelho. “O que permitiu aos investigadores traçarem conexões entre os membros da organização criminosa, identificando seus integrantes e ainda comprovar que o homicídio foi orquestrado de dentro da prisão”, comentou o delegado Marlon Nogueira.

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Um dos mandados foi cumprido na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, contra um líder da facção criminosa. Na cela onde ele está detido foram localizados seis aparelhos celulares e 16 porções de maconha.

As investigações continuam a fim de identificar outros envolvidos e esclarecer totalmente os fatos relacionados ao homicídio.

O homicídio

Felipe Leite foi alvejado por disparos de arma de fogo, no dia 24 de janeiro, no Jardim Marajoara, em Cáceres. A vítima chegou a ser encaminhada com vida ao hospital regional, mas não resistiu aos ferimentos.

No local foi encontrado um aparelho celular, deixado cair por um dos suspeitos. Conforme a apuração, dois suspeitos chegaram à residência e fizeram os disparos contra a vítima, que ainda correu para o fundo da residência e caiu.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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