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“Conversas ao pé do cajueiro” celebra aniversário de Silva Freire no Dia do Poeta Mato-grossense

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A Casa de Cultura Silva Freire transmite nesta quarta-feira (20.09), às 17h, o último episódio da série ‘Conversas ao pé do Cajueiro’. A data marca o Dia do Poeta Mato-grossense, celebrado em 20 de setembro em razão do aniversário de Benedito Sant’Anna da Silva Freire, um dos mais célebres literatos nascido em Mato Grosso.

A realização da série é resultad de uma parceria da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), que assegura ainda a manutenção e continuidade das ações culturais e educativas da instituição.

O encontro virtual será transmitido em tempo real via canal da Casa Silva Freire no YouTube. Como nos episódios anteriores, um dos poemas de Silva Freire é ponto de partida para as análises dos convidados, e desta vez será “Árvore Símbolo Vida-Viva”.

Uma das convidadas do bate-papo, a superintende de Desenvolvimento da Economia Criativa da Secel, Keiko Okamura, adianta a impressão dele sobre a bra do poeta.

“Um legado para as próximas gerações. Seus ensaios e poemas expressam a cultura cuiabana com inteligência espirituosa, ele tinha a imensa capacidade de traduzir a cuiabania de maneira tão literal quanto poética, sempre com a mesma intensidade, atento aos detalhes mais sutis e seus significados. Era apaixonado por Cuiabá e tudo que realmente importa à cidade”, expõe a superintendente da Secel.

Mediado pela professora e filósofa Maurília Valderez do Amaral, a “Conversa ao pé do Cajueiro’ contará ainda com a participação do produtor cultural e diretor de cinema e teatro, Luiz Marchetti. Para ele, Silva Freire foi um gênio, um patrimônio cultural e orgulho para todos.

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“O poema Árvore Símbolo Vida-Viva é belíssimo. Silva Freire traduz de maneira intensa, como era em tudo que fazia, um dos símbolos da nossa cuiabania, o cajueiro. Sensível e conectado com a realidade do nosso povo, uma perspectiva brilhante das nossas crenças, costumes e paisagens”, celebra Marchetti.

O Encontro também trará uma retrospectiva do Circuito Cultural Setembro Freire, evento anual que ocorre desde 2008 em celebração à vida e obra do poeta.

“Essa live tem bastante simbolismo, a começar pelo poema escolhido, que Silva Freire pensou inspirado no cajueiro de seu quintal, poema esse que motivou a primeira edição do Setembro Freire, há exatos 15 anos. Vamos encerrar esse ciclo da série em grande estilo, no dia do nascimento do poeta, celebrando ainda as edições do Setembro Freire até aqui”, destaca Larissa Silva Freire, coordenadora da Casa Silva Freire.

Todos os episódios das Conversas ao pé do cajueiro estão disponíveis para consulta no canal da Casa de Cultura Silva Freire no YouTube. Ao longo dos últimos 12 meses, cientistas, escritores, artistas e produtores discutiram, debateram e analisaram a obra do poeta.

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A Casa de Cultura Silva Freire oferece ainda visitas escolares guiadas, oficinas de formação e acesso ao acervo original do poeta. Com boa parte da produção cultural de Silva Freire, a coleção literária traz muitos textos inéditos, fotos, documentos, áudios, vídeos e objetos pessoais.

Silva Freire

Benedito Sant’Anna da Silva Freire nasceu no dia 20 de setembro de 1928, em Porto de Fora, vila próxima à Mimoso, distrito de Santo Antônio do Leverger (MT). Apesar disso, foi registrado em Cuiabá, onde viveu até os 62 anos. Faleceu em 11 de agosto de 1991.

Jornalista cultural, advogado, poeta de vanguarda e professor titular do Departamento de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), colaborou para a formação cultural brasileira e para a história política, educacional e literária mato-grossense, tendo sido preso e cassado em seus direitos políticos pela ditadura militar.

A Casa de Cultura Silva Freire possui a finalidade de preservar e difundir a obra do poeta e a produção do movimento Intensivismo e Poema//Processo, por meio da promoção e incentivos à cultura, educação, literatura, arte e ciências em Mato Grosso. A associação sem fins lucrativos está localizada na Rua Cândido Mariano, no Centro Norte de Cuiabá.

(Com informações da Assessoria da Casa de Cultura Silva Freire)

Fonte: Governo MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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