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Polícia Civil indicia dois médicos por homicídio culposo de criança que morreu em unidade de saúde

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A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de uma criança de três anos, ocorrido em março deste ano após ser internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sinop. Na, investigação conduzida pela Delegacia de Sinop, dois médicos que atenderam a vítima foram indiciados por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. O inquérito foi enviado ao Poder Judiciário.

Conforme o delegado responsável, Ugo Reck Mendonça, durante as investigações ficou constatado que houve negligência por parte do médico que fez o primeiro atendimento e imperícia do terceiro profissional. A partir dessas constatações, dois dos três médicos que atenderam a criança foram indiciados pelo crime de homicídio culposo.

O delegado destacou que a exumação do corpo da menina foi um procedimento sensível, porém, fundamental para a investigação, que ofereceu elementos para o indiciamento dos profissionais.

“Antes tínhamos indícios do primeiro atendimento. Com a exumação identificamos uma imperícia por parte do terceiro médico que atendeu a vítima e que levou à morte da menina”.

Na certidão de óbito constou que a criança morreu em decorrência de choque séptico e agravamento da pneumonia. Após a exumação, a perícia identificou que a morte ocorreu em razão de choque hipovolêmico (perda de sangue) causado por pneumotórax hipertensivo.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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