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Polícia Civil prende quatro familiares de idosa por descumprimento de medida protetivas

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Familiares de uma moradora de Sorriso foram presos em flagrante pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (30.08), após descumprimento de medida protetiva contra a idosa e por embaraçar atuação de agente fiscalizador.

A equipe do Núcleo de Atendimento a Mulheres, Idosos e Crianças da delegacia apurou que a filha se apropriou de, aproximadamente, R$ 175 mil da idosa quando pegou cartões bancários da vítima e passou a movimentar a conta bancária da mãe. O genro, a filha e outros dois familiares da vítima são suspeitos também de denunciação caluniosa e de embaraçar ato de agente fiscalizador, quando tentaram impedir que uma equipe da Secretaria de Assistência Social do município realizasse o atendimento à idosa.

Na quarta-feira, a Delegacia de Sorriso foi comunicada pela equipe do Creas que a idosa, de 82 anos, teve a medida protetiva descumprida pelo genro e a filha que estão impedidos judicialmente de se aproximar da vítima mas, mesmo com a decisão, foram para a casa da vítima.

Ao tomar conhecimento da situação, uma equipe policial foi até a residência da idosa e a levou à delegacia para atendimento. A filha, o genro e outros dois familiares foram conduzidos e na unidade policial, o casal desacatou os policiais, quando recebeu voz de prisão.

Medida protetiva e apropriação de valores

No início de agosto, a vítima procurou a Delegacia de Sorriso e requereu medidas protetivas em desfavor da filha e do genro, que moravam na casa dela. A idosa relatou que o genro havia lhe importunado sexualmente e que ambos são usuários de entorpecentes. Além da situação de vulnerabilidade imposta à vítima pelos suspeitos, a filha também passou a se apropriar dos proventos de pensão e aposentadoria e a usar o dinheiro da mãe em benefício próprio, chegando até mesmo a reter documentos e cartões de crédito.

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O genro e a filha, além do neto da idosa e sua esposa tomaram ciência da decisão e tiveram as medidas impostas de se manter afastados da residência e manter contato com a vítima.

Na manhã do dia dia 30 de agosto, uma equipe do Creas visitou a idosa a fim de fazer acompanhamento e foi informada que um dos quartos da casa estava sendo ocupado pela filha e o marido dela. A vítima informou que o retorno não foi consentido por ela e que se calou para não causar atritos familiares.

Ao perceber a presença dos agentes públicos, a esposa do neto da vítima foi agressiva com a equipe do Creas e que a idosa era mentirosa e fingida. O neto da idosa também agiu de forma intimidadora. Na sequência, o rapaz levou a avó à delegacia e a induziu a registrar um boletim de denunciação caluniosa, informando que ela não foi importunada sexualmente e nem sofreu violência patrimonial da filha e do marido. Ainda, o neto fez a avó registrar que gostaria de retirar as medidas protetivas de urgência.

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A delegada Jéssica Assis, baseada nas informações trazidas no relatório da equipe da assistência social, fez diligência na casa da idosa, onde a vítima confirmou os fatos mencionados quando fez o pedido de medida protetiva.

A vítima foi ouvida na delegacia, em ambiente sem que fosse coagida pelos suspeitos e declarou que a filha a impediu de ter acesso a cartões pessoais e quando pedia, a suspeita dizia que a mãe não saberia usar e passou a fazer compras para a casa. Ao conseguir outra via do cartão bancário, a vítima descobriu que a filha havia gastado quase todo o dinheiro, inclusive um valor alto que recebeu de um empréstimo, no final do ano passado. A Polícia Civil confirmou por meio de documentos que a suspeita transferiu todo o valor para sua conta.

Durante a oitiva da vítima, a filha e o genro foram à delegacia, onde receberam voz de prisão. “O contexto apurado é completamente denotativo de manobras da família inteira para manipular e silenciar a vítima idosa”, explicou a delegada.

A filha, o genro, o neto e esposa dele foram presos em flagrante pelos crimes de descumprimento de medida protetiva, embaraçamento à atuação de agente fiscalizador e desacato.

A autoridade policial representou ao Poder Judiciário da Comarca de Sorriso pela prisão preventiva do genro e da filha da vítima.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Militar apreendeu mais de 10,1 toneladas de entorpecentes em 2026

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O combate às facções criminosas e tráfico de drogas da Polícia Militar de Mato Grosso resultou na apreensão de 10,1 toneladas de entorpecentes, no ano de 2026, em todo o Estado. As ações também promoveram o aumento de 23,8% no número de prisões decorrentes do tráfico de entorpecentes.

Em 2026, 3.429 suspeitos foram conduzidos por crimes de associação e tráfico ilícito de drogas, número maior que os 2.769 detidos no mesmo período, no ano passado. Entre as drogas apreendidas, 6,1 toneladas são substâncias análogas a maconha; 1,6 tonelada de pasta base de cocaína; 1,1 tonelada de cocaína; e 1,1 tonelada de skank. Também foram registradas apreensões pequenas de crack e haxixe.

Os números foram divulgados pela Superintendência de Planejamento Operacional e Estatística da PMMT (Spoe) e compreendem os dados entre o mês de janeiro e os primeiros dias de outubro.

Na última segunda-feira (5.10), a Polícia Militar registrou a maior apreensão do ano até o momento, retirando de circulação a quantidade de 1,3 tonelada de maconha, na cidade de Rondonópolis. As drogas foram encontradas em uma residência que servia como ponto de armazenamento de entorpecentes.

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Entre outras ações de destaque, no mês de setembro, a PM apreendeu 500 quilos de cocaína no distrito de Guariba, em Colniza. Os entorpecentes foram enviados de avião pela Bolívia e foram retirados de circulação. A operação contou com apoio do Gefron e da Polícia Federal.

Foto: Reprodução/Polícia Militar - MT
Foto: Reprodução/Polícia Militar – MT

Em agosto, a Polícia Militar e Gefron apreenderam 490 tabletes de maconha skank, em Pontes e Lacerda. As drogas foram encontradas dentro de uma residência e quatro suspeitos foram presos.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Claudio Fernando Carneiro Tinoco, destaca que os números refletem a continuidade da Operação Tolerância Zero, de forma ininterrupta em todo o Estado, além de ações integradas com todas as forças de segurança para enfrentamento às facções criminosas.

“Esse é o resultado de um trabalho que prospera e continua avançando, em nosso Estado. O enfrentamento às facções criminosas é feito todos os dias e de diferente maneiras, sejam elas com abordagens, atendimentos de denúncias pelo 190, trabalho das nossas equipes de inteligência e tecnologia e também a integração com outras forças de segurança. A Polícia Militar seguirá atuando firmemente na tolerância zero ao crime de tráfico de drogas e eliminando esses entorpecentes de nosso Estado”, reforça o comandante-geral.

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Foto: Reprodução/Polícia Militar - MT
Foto: Reprodução/Polícia Militar – MT

 



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