MATO GROSSO
Sema visita universidade dos Estados Unidos para conhecer injeção de carbono no solo
MATO GROSSO
Há um projeto em andamento para implantar a tecnologia em Mato Grosso, em fase de licenciamento pela Sema-MT. A secretária adjunta de Licenciamento Ambiental e Recursos Hídricos, Lilian Ferreira dos Santos, conheceu o projeto entre os dias 24 e 26 de agosto.
“A universidade que visitamos estuda energias renováveis, onde pudemos visitar o setor específico que calcula o sequestro de carbono e a injeção de carbono no solo. Sabemos que esta é uma técnica segura e eficiente para descarbonização. Em Mato Grosso, a Sema licencia para que seja feita da forma correta e monitora ao longo dos anos”, explica a secretária.
No ano passado, uma equipe da Sema já passou por capacitação no exterior com o objetivo de auxiliar na análise do licenciamento. O projeto da FS Bioenergia prevê a implementação do projeto BECCS (sigla para Biomass Energy with Carbon Capture and Storage), em Lucas do Rio Verde, com a injeção de carbono no subsolo.
Com o acompanhamento da Sema, o empreendedor irá perfurar um poço estratigráfico para fazer testes e verificar se as camadas do solo permitem a adequada confinação do carbono. O objetivo do empreendimento é alcançar a pegada negativa de carbono, ou seja, a injeção do gás no subsolo vai além de neutralizar as emissões do processo de produção de etanol e de milho, e tem impacto positivo na meta global de redução das emissões para frear as mudanças climáticas.
Além da empresa de etanol de milho que já possui um projeto em licenciamento, uma indústria de produção de açúcar está estudando instalar a mesma tecnologia no estado. Também esteve na visita técnica a assessora de relações internacionais de Mato Grosso, Rita Chiletto.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
CPI da Saúde quer perícia técnica sobre invasão cibernética que atingiu a SES
Três meses após a ocorrência de um ataque cibernético que comprometeu sistemas e provocou a perda de dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o caso passou a ser alvo de questionamentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Tanto que o presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), nesta quarta-feira (3), apresentou requerimento ao governo do estado e à Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI), responsável pela gestão tecnológica da administração estadual, para prestar esclarecimentos.
O parlamentar quer acesso a informações detalhadas sobre a invasão hacker anunciada pelo governo, as medidas adotadas para contenção dos danos, os sistemas atingidos e os procedimentos de proteção e recuperação dos dados comprometidos. Segundo ele, a gravidade do episódio exige total transparência por parte dos órgãos envolvidos. “Essa CPI é importantíssima para revelar omodus operandidos crimes que aconteceram, especialmente durante a pandemia, dentro da Secretaria Estadual de Saúde. Essa pasta movimentou, nos últimos sete anos, quase R$ 30 bilhões. Os trabalhos da CPI avançam cada vez mais”, afirmou.
O deputado também relacionou o episódio ao momento em que a comissão intensifica as investigações sobre a gestão da saúde pública estadual. Para ele, o fato da invasão ter ocorrido após a instalação da CPI levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos.
“Nós estamos colocando o dedo em uma secretaria que foi malconduzida nos últimos sete anos, onde houve malversação de recursos públicos em quantidades gigantescas. Os trabalhos da CPI avançam e coisas impressionantes começam a acontecer. Queremos saber sobre a destruição destes materiais por hackers. Vamos pedir uma perícia técnica federal neste assunto. Destruíram acervo e arquivos importantíssimos, coincidentemente logo após a Assembleia Legislativa ter instalado sua comissão”, declarou.
A perícia técnica, segundo o parlamentar, seria feita para apurar as circunstâncias da invasão e avaliar a extensão dos prejuízos causados ao patrimônio documental e aos bancos de dados da Secretaria de Saúde. “Esse é um fato gravíssimo, pois depois de três meses somente agora veio a informação sobre essa invasão. Nós não vamos parar, não vamos nos intimidar com os obstáculos e com as pedras neste caminho. Não tem sido fácil e nós sabíamos que não seria. Não é fácil esse trabalho, mas nós vamos prosseguir”, completou.
O deputado também voltou a criticar a condução administrativa da SES nos últimos anos. Segundo ele, apesar da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Secretaria de Saúde e o Ministério Público Estadual, em maio de 2019, com o objetivo de reduzir pagamentos por indenização, a prática continuou sendo utilizada de forma recorrente. “Foi assinado um TAC para colocar um ponto final nos pagamentos por indenização. Mas aconteceu justamente o contrário. Até hoje a Secretaria de Saúde prioriza os pagamentos por indenização, evita realizar licitações e evita utilizar o instituto da dispensa de licitação”, comentou.
Operação Espelho –Dando continuidade aos trabalhos investigativos, a CPI da Saúde receberá, na tarde desta quarta-feira (3), às 14 horas, os delegados da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), José Ricardo Garcia Bruno e Henrique Trevisan. Eles foram responsáveis pela condução da Operação Espelho deflagrada em 2021 para apurar supostas irregularidades envolvendo contratos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde.
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