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Polícia Civil indicia autor de assassinato de advogada por homicídio com quatro qualificadoras e estupro

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O autor do homicídio da advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni foi indiciado pela Polícia Civil de Mato Grosso pelos crimes de estupro, fraude processual e homicídio (qualificado em feminicídio, impossibilidade de defesa da vítima, motivo fútil e meio cruel para assegurar a impunidade de outro crime). Almir Monteiro dos Reis, ex-policial militar, foi preso em flagrante pela equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, horas após o corpo da advogada ser encontrado dentro do veículo dela, no estacionamento de um parque público de Cuiabá, no dia 13 de agosto.

O conjunto probatório reunido no inquérito policial da DHPP apontou que o criminoso matou Cristiane para ocultar o estupro cometido contra a vítima. O corpo da advogada apresentava diversas lesões e hematomas decorrentes de espancamento, entre elas na cabeça e pulsos, e a perícia concluiu que ela foi morta por asfixia mecânica causada por tamponamento e pressão.

Em coletiva na manhã desta quinta-feira (24.08), os delegados que participaram das investigações detalharam a dinâmica do crime e o conjunto de informações reunido nas diligências e perícias técnicas realizadas. O inquérito foi encaminhado na noite de quarta-feira ao Poder Judiciário.

“Foi um trabalho de muito empenho e dedicação da unidade policial, com muitas horas de imagens para análise, diversas oitivas, trabalho técnico para embasar o que foi reunido na investigação preliminar que culminou com a prisão em flagrante do homicida”, explicou o titular da DHPP de Cuiabá, delegado Marcel Gomes.

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Prisão em flagrante

As investigações iniciaram por volta das 15 horas do dia 13 de agosto, domingo do Dia dos Pais, após equipe da DHPP ser acionada para liberar o corpo de Cristiane em um hospital para onde foi levado pelo irmão, já sem vida.

A DHPP apurou que a vítima passou o sábado em um churrasco com a família e amigos e por volta das 22 horas foi a um bar, nas proximidades da Arena Pantanal, onde conheceu um homem e deixou com ele o local, por volta das 23h30.

Após o fato, familiares não conseguiram mais contato com a vítima, que também não dormiu em casa. Preocupados com o paradeiro, o irmão de Cristiane acessou um aplicativo que indicou que o celular dela estaria no Parque das Águas, no Centro Político Administrativo. No local, o corpo da vítima foi encontrado dentro do seu veículo Jeep, no banco do passageiro, já sem vida.

Com base nas informações, a equipe do delegado Ricardo Franco iniciou as diligências e chegou ao último local em que a vítima esteve, uma residência no bairro Santa Amália. Imagens de câmeras de segurança mostraram o veículo da vítima saindo do endereço, na parte da manhã, com o autor do crime na direção.

Na residência, os policiais abordaram o ex-policial, que confessou ter dormido com a vítima, porém, se contradisse nas informações sobre os fatos posteriores e o envolvimento no crime. Na casa, foram coletados diversos indícios que, na perícia, apontaram para a execução do crime, como manchas e resíduos de sangue.

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Frieza e dissimulação

Ouvido em depoimento na DHPP, o ex-policial militar se contradisse em diversos momentos e chegou a dizer que a vítima havia caído na residência dele, no quarto e na sala, e batido a cabeça. Questionado sobre a lesão que Cristiane apresentava no rosto, ele alegou que a vítima já estava com o hematoma e que teria se machucado durante o churrasco com familiares. Durante o interrogatório, o indiciado chegou a se manifestar assim: “eu fiz m….mesmo. Só não esperava que a polícia me prendesse tão rápido”.

De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, Edison Pick, além de matar a vítima para esconder o crime sexual, o indiciado também alterou a cena do crime, tentando apagar vestígios com o uso de produtos químicos, o que caracterizou fraude processual. Laudos periciais da Politec-MT confirmaram a fraude.

A perícia também confirmou que a vítima sofreu violência sexual, sofrendo a prática sexual forçada, além do espancamento, sendo morta na sequência, que ocorreu entre a meia-noite e 02h da madrugada de sábado para o domingo.

Após matar a vítima, o autor limpou a cena do crime. Na sequência, colocou a vítima como passageira do próprio veículo e seguiu com o carro até o Parque das Águas, onde deixou o veículo. Em seguida, ele solicitou um transporte por aplicativo e retornou à sua residência, no bairro Santa Amália.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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