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Tenente do Corpo de Bombeiros reforça proibição de uso do fogo e penalização a infratores

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No período de seca em Mato Grosso, os bombeiros trabalham intensamente para combater os incêndios, principalmente florestais, sendo que alguns deles criminosos. A proibição de atear fogo em áreas urbanas e rurais é reforçada no episódio do podcast MT Conectado desta quinta-feira (24.08).

Em um bate-papo com os jornalistas Elisete Mengatti e José Lucas Salvani, o tenente do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), Isaac Wihby, pontuou as medidas adotadas pelo Estado para coibir incêndios florestais e descreveu a atuação do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT).

“Dentro das cidades, o uso do fogo é crime o ano todo. Cabe detenção e multa, conforme a Lei de Crimes Ambientais. Sabemos que é um costume muito antigo, mas isso precisa ser mudado. Já na zona rural, o uso do fogo é permitido apenas quando há autorização da Secretaria de Meio Ambiente, com exceção do período proibitivo. Quando é comprovada a ação intencional do homem, é aplicada a multa e o infrator é penalizado”, explica o tenente.

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“Em 2023, aplicamos já em torno de R$ 78 milhões de multas em todo o Estado. É uma medida de ‘conscientização’ forçada. Se a pessoa não aprende que é crime o uso irregular do fogo com nossas ações de conscientização, ela vai aprender sentindo onde mais dói: no bolso”, acrescentou.

Durante o bate-papo, o tenente destaca os investimentos feitos pelo Governo do Estado. Somente em 2023, são R$ 77,4 milhões para o combate dos crimes ambientais, um aumento de 29% em relação ao ano passado, quando era R$ 60 milhões.

“Nos últimos anos, é perceptível um investimento massivo do Governo de Mato Grosso contra os incêndios florestais e queimadas irregulares, como a disponibilização de veículos e novas tecnologias, realização de capacitações. Tudo isso é fundamental para que tenhamos formas de resolver esse grande problema que são os incêndios florestais. No fim, quem ganha é a população e a natureza”, afirma.

O novo episódio está disponível no YouTube e Spotify.

Fonte: Governo MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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