MATO GROSSO
Novos juízes empossados falam da emoção e missão de levar a Justiça às comarcas do interior
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“Ouvimos de todos que passam e alcançam a aprovação na magistratura que é um sonho, esperado há muitos anos. Mas é um sonho que é praticamente impossível descrever a sensação que a gente tem nesse momento de posse. Afinal é o resumo de uma vida. Uma vida não só do magistrado, como também de toda uma família que tem por trás deste sonho”. A declaração Fabrício Savazzi Bertoncini, de Mato Grosso do Sul, traduz um sentimento unânime entre os 25 novos (as) juízes e juízas substitutos (as) que tomaram posse no Poder Judiciário de Mato Grosso, na quarta-feira (26 de julho), no Plenário 1, em sessão solene presidida pela desembargadora Clarice Claudino da Silva.
Para a recém empossada juíza substituta Tatiana dos Santos Batista, do Rio de Janeiro, que há 13 anos atuava como professora de Direito Constitucional e Direitos Humanos, alcançar este momento depois de tanto tempo “é uma realização em vários sentidos, pessoal, da minha mãe que não está mais aqui e tinha me proposto o desafio de ser juíza sem nem saber o que significava de fato. É uma realização para os meus alunos. Eu fico muito feliz, e feliz também, principalmente, para as meninas e mulheres negras saberem que podemos estar em qualquer local, ocupar todas as posições importantes, então é muita alegria em vários sentidos”, enfatizou.
Para juiz substituto Humberto Resende Costa, orador da turma durante a solenidade de posse, o sentimento é de gratidão. “Foram sete anos de estudo. Antes eu era oficial de Justiça, passei pela Polícia Civil também no meu estado (Espírito Santo) e acho que a magistratura é um sonho de todos que fazem Direito. Foram anos de abdicação, mas valeu a pena todo sacrifício. Hoje é a coroação de todo esse processo longo que enfrentamos, uma pandemia também, para chegar até aqui e ter a honra de entrar para magistratura de Mato Grosso. E objetivo de todos nós, com um Tribunal com seu quadro completo de juízes, é levar uma justiça célere, efetiva, gerando a pacificação que é o que o cidadão precisa”, enfatizou.
O juiz substituto Fernando Akio Maeda conta que a posse concretiza o sonho de vida, “e não é o fim da jornada, mas é só o começo de uma grande carreira. Fico feliz e emocionado pelas pessoas que vierem prestigiar esse momento, meus pais, meus professores desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo, Rosângela e Cláudio Marques da Silva, pessoas que sempre incentivaram minha carreira, então é um momento ímpar que hoje ficou registrado pelo resto de minha vida”, concluiu.Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT
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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.
Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.
Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte.
O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite.
Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.
Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual.
Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.
Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.
Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária.
Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.
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