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Novos juízes empossados falam da emoção e missão de levar a Justiça às comarcas do interior

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“Ouvimos de todos que passam e alcançam a aprovação na magistratura que é um sonho, esperado há muitos anos. Mas é um sonho que é praticamente impossível descrever a sensação que a gente tem nesse momento de posse. Afinal é o resumo de uma vida. Uma vida não só do magistrado, como também de toda uma família que tem por trás deste sonho”. A declaração Fabrício Savazzi Bertoncini, de Mato Grosso do Sul, traduz um sentimento unânime entre os 25 novos (as) juízes e juízas substitutos (as) que tomaram posse no Poder Judiciário de Mato Grosso, na quarta-feira (26 de julho), no Plenário 1, em sessão solene presidida pela desembargadora Clarice Claudino da Silva.
 
Há 16 anos trabalhando na Comarca de Três Lagoas (MS) como assessor jurídico de juiz, Fabrício Savazzi Bertoncini enalteceu trabalho humanizado do TJMT aliado à modernização. “Um cargo de tão elevada importância, principalmente no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que é vanguardista e sempre adiante dos demais, torna ainda mais gratificante esse sonho que alcançamos, especialmente num tribunal que terá todas as comarcas preenchidas por um magistrado. Isso mostra a preocupação da atual administração, capitaneada pela desembargadora Clarice, em dar essa resposta célere a toda população. Por isso o tamanho da nossa responsabilidade é proporcional a nossa felicidade, pois ocupar esse cargo é só a vocação que o justifica’, sublinhou.
 
Para a recém empossada juíza substituta Tatiana dos Santos Batista, do Rio de Janeiro, que há 13 anos atuava como professora de Direito Constitucional e Direitos Humanos, alcançar este momento depois de tanto tempo “é uma realização em vários sentidos, pessoal, da minha mãe que não está mais aqui e tinha me proposto o desafio de ser juíza sem nem saber o que significava de fato. É uma realização para os meus alunos. Eu fico muito feliz, e feliz também, principalmente, para as meninas e mulheres negras saberem que podemos estar em qualquer local, ocupar todas as posições importantes, então é muita alegria em vários sentidos”, enfatizou.
 
A magistrada também parabenizou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que prima pela pacificação social e externou a sua admiração. “Acompanho os trabalhos do Judiciário mato-grossense há anos e sou apaixonada. E penso que o caminho é esse mesmo. O juiz tem que ser acessível, ao advogado, à parte, de modo que a população entenda a função do Judiciário, inclusive com palavras diretas, certas, que não sejam rebuscadas, mas que o magistrado leve a informação, leve o acesso à Justiça com esse olhar humanizado”, ressaltou.
 
Para juiz substituto Humberto Resende Costa, orador da turma durante a solenidade de posse, o sentimento é de gratidão. “Foram sete anos de estudo. Antes eu era oficial de Justiça, passei pela Polícia Civil também no meu estado (Espírito Santo) e acho que a magistratura é um sonho de todos que fazem Direito. Foram anos de abdicação, mas valeu a pena todo sacrifício. Hoje é a coroação de todo esse processo longo que enfrentamos, uma pandemia também, para chegar até aqui e ter a honra de entrar para magistratura de Mato Grosso. E objetivo de todos nós, com um Tribunal com seu quadro completo de juízes, é levar uma justiça célere, efetiva, gerando a pacificação que é o que o cidadão precisa”, enfatizou.
 
O juiz substituto Fernando Akio Maeda conta que a posse concretiza o sonho de vida, “e não é o fim da jornada, mas é só o começo de uma grande carreira. Fico feliz e emocionado pelas pessoas que vierem prestigiar esse momento, meus pais, meus professores desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo, Rosângela e Cláudio Marques da Silva, pessoas que sempre incentivaram minha carreira, então é um momento ímpar que hoje ficou registrado pelo resto de minha vida”, concluiu.
 
Formação – Os 25 juízes(as) substitutos(as) passarão pelo Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi), ofertado pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), que começa segunda-feira (31 de julho), com duração de quatro meses, para depois serem designados para a função nas comarcas.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem 1: foto colorida no Plenário 1, o juiz Fabrício Savazzi Bertoncini posa para a foto com os desembargadores da Administração do TJ. O magistrado segura a carteira funcional e o termo de posse. Imagem 2: foto colorida da juíza substituta Tatiana dos Santos Batista, tendo em mãos o termo de posse e carteira funcional juntamente com a presidente, vice-presidente e corregedor. Imagem 3: Juiz Humberto Resende faz o discurso da turma. Ele está em pé, atrás do púlpito de frente para os juízes que estão sentados. Imagem 4: Fernando Akio Maeda com o corregedor, presidente e vice-presidente posando para a foto com o termo de posse e carteirinha. Todos usam toga.
 
 
 
Eli Cristina Azevedo/Fotos: Ednilson Aguiar e Tony Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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