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Posse de 25 novos juízes completa quadro das unidades de primeiro grau do Judiciário estadual

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) passou a contar com mais 25 juízes substitutos e juízas substitutas, a partir desta quarta-feira (26 de julho), quando ocorreu a posse dos aprovados e das aprovadas no último concurso público, no Plenário 1 do Palácio da Justiça, em Cuiabá. Com isso, completam-se todas as vagas nas unidades do Primeiro Grau de jurisdição, que são a porta de entrada do Judiciário estadual para atendimento aos cidadãos. O fato concretiza o compromisso firmado pela presidente do TJ, desembargadora Clarice Claudino da Silva de ofertar atendimento célere, eficaz e eficiente.
 
Conforme a presidente, a posse é a demonstração da “difícil arte de ajustar possibilidades às necessidades” e que esse desafio foi construído por meio da colaboração de toda a diretoria, membros da Corte e departamentos técnicos do Tribunal.
 
“Dar posse a 25 novos magistrados representa a continuidade de uma honrosa missão de atender a todas as pessoas e localidades do nosso extenso estado. É o avanço e a continuidade no investimento e valorização da primeira instância, incrementando a força de trabalho no Poder Judiciário, principalmente a que está mais próxima dos munícipes, que passam a ser então os jurisdicionados de vossas excelências”, disse aos empossados.
Sessão solene
 
Os 25 juízes substitutos e juízas substitutas foram recepcionados pela plateia lotada por familiares, amigos, autoridades e servidores com entusiasmo. O momento solene e festivo contou ainda com a participação da banda de música da Polícia Militar, que tocou o hino nacional brasileiro e o hino do Estado de Mato Grosso.
 
O termo de posse dos novos magistrados e novas magistradas foi lido pela diretora geral do TJMT, Euzeni Paiva de Paula. Em seguida, a presidente e a vice-presidente do Tribunal e o corregedor-geral da Justiça, desembargadores Clarice Claudino, Maria Erotides Kneip e Juvenal Pereira da Silva deram posse a cada um dos juízes e juízas, conforme a ordem de classificação. Foi neste momento também em que cada um deles prestou juramento e compromisso legal, assinaram o termo de posse, vestiram a toga e receberam das mãos dos desembargadores uma via do termo de posse e a carteira funcional do Poder Judiciário de Mato Grosso, momento que foi efusivamente comemorado pelos convidados dos empossados.
 
Rosaly Inês Gregory, extremamente emocionada ao ver o filho Hanthonny Gregory Berlanda recém-empossado juiz, declarou o sentimento daquele momento. “Foi muita dedicação. Muita! É muita gratidão. Uma gratidão que a gente para, olha pra trás e vê que foi muita dedicação, foi muita renúncia, mas também muitas vitórias e hoje o grande dia tão sonhado, tão esperado chegou”.
 
Em nome da turma de novos magistrados e magistradas estaduais, o juiz substituto recém-empossado Humberto Resende Costa fez um discurso que começou lembrando todas as dificuldades encontradas no percurso de estudos, agradecendo àqueles que estiveram ao lado deles nessa trajetória, inclusive os que não estão mais presentes em vida. “Hoje vemos que os esforços empenhados e os sacrifícios realizados valeram a pena e podemos enfim celebrar com aqueles que estiveram aos nossos lados. Desde o início, o sonho nunca foi de um só e nem seria possível sem vocês, que nos inspiraram e impulsionam, além de compreenderem nossas ausências e abdicações, sem esquecermos ainda daqueles que partiram, que de onde quer que estejam, por certo, olham por nós e compartilham da nossa felicidade”.
 
O discurso demonstrou ainda que os novos magistrados estão alinhados aos novos desafios que se apresentam ao Judiciário por parte da sociedade. “O juiz não pode estar distante da comunidade, ao contrário, um dos macrodesafios do Judiciário brasileiro, segundo o Conselho Nacional de Justiça, é estreitar a relação da instituição com a sociedade como premissa para promoção da justiça. O magistrado, ao tomar posse, traz a sua trajetória, a sua história, que não são apagados pela posse. São esses conhecimentos que não estão nos livros, mas na prática na sociedade”.
 
Por fim, o juiz substituto recém-empossado declarou a compreensão conjunta da turma de magistrados de que todos vieram para contribuir. “Não nos esqueçamos por último que a lei é para todas e todos, sem diferenciação. Com essa compreensão, contribuiremos para a confiança desta instituição que estamos entrando. Por tudo o que foi dito, os empossados aqui presentes, todos provenientes de outros estados, a espelho das muitas famílias que vieram construir uma vida no Mato Grosso e contribuir para o crescimento desse estado tão importante para o país, trabalharão para fortalecer ainda mais o Tribunal de Justiça do Mato Grosso, com a magistratura eficaz, célere, competente e humana”.
 
Em consonância com o comprometimento dos juízes, a desembargadora Clarice Claudino destacou aos novos magistrados que o ofício deles é promover a justiça com celeridade, fazendo uso das inovações tecnológicas à disposição. Por outro lado, realçou que é preciso, “acima de tudo, ter cuidado no trato com as pessoas”.
 
A presidente enfatizou ainda que a posse dos juízes representa a superação de vários obstáculos, que muitos outros desafios virão pela frente, mas que eles não estarão sozinhos nessa caminhada, colocando todo o suporte do Tribunal à disposição dos novos membros da Justiça mato-grossense. “Quero dizer aos magistrados e magistradas que chegam após a superação de muitos obstáculos que esta é mais uma etapa importante desse sonho e que as novas virão nesta caminhada que os senhores e senhoras vivenciarão daqui pra frente. Também quero tranquilizá-los durante este novo caminho que vocês não estarão sós. Todos nós aqui estaremos juntos, unidos, nesta grande trajetória em prol de um Poder Judiciário de Mato Grosso cada vez melhor, cada vez mais humanizado e próximo da sociedade”, declarou.
 
Quem também declarou as boas-vindas aos recém-integrantes do Judiciário estadual foi a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), juíza Maria Rosi de Meira Borba, que proferiu palavras de incentivo aos novos colegas de profissão.
 
“Vocês vão vivenciar coisas incríveis, se sentirão sós em muitos momentos porque a nossa carreira é solitária, a decisão é nossa. É nos nossos ombros que está o destino de muita gente. Não se esqueçam do compromisso apenas e somente com a Justiça. Quando estiverem com a cabeça branca, como eu estou hoje e como estamos todos nós, os mais velhos, lembrem-se e tenham certeza de que poderão e deverão deitar as cabeças nos travesseiros com as consciências tranquilas. Tenham isso como meta de vida e verão que vai valer a pena. Quando tiver na presença dos senhores réus, requerentes, requeridos, não se esqueçam que não são deuses, lembrem-se que são humanos, que não estão ali para julgar pessoas, mas apenas um momento da vida de cada um deles. Façam com justiça”, asseverou.
 
A representante da Associação dos magistrados de Mato Grosso também enalteceu a gestão da presidente Clarice Claudino pelo compromisso com a valorização da categoria. “Nós sabemos, desembargadora Clarice, que a senhora teria um grande compromisso com a magistratura, mas eu reconheço, assim como todos os colegas que a senhora tem nos surpreendido a cada dia pela dedicação, pela seriedade, pelo compromisso com a nossa carreira. Os 25 empossados hoje demonstram cabalmente o seu compromisso com todos nós”, elogiou.
 
O clima de celebração do evento teve continuidade com a apresentação do Coral do TJMT, composto por servidores e regido pelo maestro Carlos Taubaté, que interpretaram as canções “Tiro ao Álvaro” (Adoniram Barbosa e Osvaldo Moles) e “Ai que saudade d’ocê” (Vital Farias).
 
A sessão solene de posse dos novos juízes substitutos e juízas substitutas foi prestigiada por autoridades do estado, como os desembargadores Marcos Machado, Paulo da Cunha, Helena Maria Bezerra Ramos, Sebastião Barbosa Farias, José Zuquim Nogueira, o subprocurador-geral de Justiça, Marcelo Ferra de Carvalho; a segunda subdefensora pública geral, Maria Cecília Alves da Cunha; a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Alves Cardoso; a diretora do Foro da Capital, juíza Edleuza Zorgetti Monteiro da Silva; os desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Rosangela Maria Telles e Cláudio Antônio Marques da Silva, entre outros.
 
Confira os nomes dos juízes e juízas que tomaram posse:
 
Leonardo Lucio Santos
Humberto Resende Costa
Hanthonny Gregory Berlanda
Luciana Sittinieri Leon
Marcelo Ferreira Botelho
Ricardo Garcia Maziero
Fabricio Savazzi Bertoncini
Luiz Guilherme Carvalho Guimaraes
Romeu da Cunha Gomes
Tatiana dos Santos Batista
Fernando Akio Maeda
Laio Portes Sthel
Matheus de Miranda Medeiros
Patricia Bedin
Tais Pinto da Rosa
Tabatha Tosetto
Alanna do Carmo Sankio
Rafaella Karlla de Oliveira Barbosa
Gezicler Luiza Sossanovicz Artilheiro
Louisa Rachel Medeiros Florentino Imperador
Caio Almeida Neves Martins
Marina Fernandes de Carvalho
Vinicius Paiva Galhardo
Michele Cristina Ribeiro de Oliveira
Silvana Fleury Curado
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Desembargadora Clarice está em pé, atrás de um púlpitpo de acrílico e discursa para os presentes. ela aparece no canto da foto e na imagem, em plano aberto estãoos juízes susbstitutos sentados em cadeiras. Foto 2: Desembargadora Clarice Claudino em pé à frente do Plenário da Corte. Ela é uma senhora branca, de cabelos loiros e curtos, usando toga. Ao lado dela está o subprocurador-geral da Justiça, Marcelo Ferra. Foto 3: Juiz substituto Humberto Resende Costa discursa em nome de todos os magistrados empossados. ele está em pé, falando no microfone do púlpito, do lado direito da foto. Do outro lado, ao fundo, estão as autoridades da mesa de honra e à frente dele, estão seus colegas juízes sentados. Foto 4: Juíza assina termo de posse. Ao lado, estão a presidente, a vice-presidente e o corregedor-geral da Justiça em pé, prontos para fazer os cumprimentos e entregar a carteira funcional à empossada. Foto 5: Presidente da Ama, juíza Maria Rosi Meira Borba faz discurso no púlpito do Plenário. Ela é uma senhora branca, de cabelos grisalhos e curtos, usando vestido preto com estampa floral branca. Foto 6: Ao centro da foto, juízes e juízas estão em pé, enfileirados, durante solenidade de posse no Plenário da Corte. Ao fundo, a plateia lotada de familiares, amigos e demais convidados .
 
Celly Silva/Fotos: Ednilson Aguiar e Tony Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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