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Corregedoria-Geral da Justiça faz doação de livros para o Projeto ‘Leitura que Transforma’

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A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) realizou, na tarde dessa quinta-feira (20 de julho), a doação de exemplares para a campanha de arrecadação de livros do Projeto ‘Leitura que Transforma’, promovida pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/MT). A campanha é coordenada pelo supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri, e segue até o próximo dia 05 de agosto.
 
A ação é uma iniciativa do ‘Eixo Socioeducativo’ do GMF, que tem a meta de arrecadar 2 mil livros para a implantação de espaços de leitura nas unidades socioeducativas do Estado, localizadas nos municípios de Barra do Garças, Cáceres, Cuiabá, Lucas do Rio Verde e Sinop.
 
O ‘Leitura que Transforma’ assegura aos jovens, mesmo em cumprimento de medida socioeducativa restritiva de liberdade, o acesso ao direito social à educação e a cultura, previsto na Constituição Federal, e ratificado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/1990). A ação também está alinhada ao Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Socioeducativo, desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para superação de desafios estruturais no campo da privação de liberdade.
 
O corregedor-geral da Justiça (CGJ/MT), desembargador Juvenal Pereira da Silva, que participou do momento da entrega, destacou o alinhamento da campanha às diretrizes e ações preconizadas pela presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, que tem no atendimento humanizado ao cidadão, uma das principais metas de sua gestão.
 
“A campanha tem a importância de levar aos jovens a possibilidade da ressocialização humanizada por meio da leitura. Como sabemos, a humanização é o foco prioritário das ações desenvolvidas e estimuladas pela nossa presidente [desembargadora Clarice Claudino], e nada mais justo, empreendermos nesse sentido. Promover campanhas dessa natureza, que possibilitam a reintegração de jovens à sociedade de forma humanizada, é papel do Poder Judiciário. O que aparentemente parece uma campanha singela tem o potencial de se tornar o primeiro grande passo para a garantia de resultados ainda maiores para a sociedade”, definiu o desembargador Juvenal.
 
O juiz auxiliar da CGJ, Emerson Cajango e o coordenador Flávio de Paiva Pinto também participaram da entrega dos livros.
 
Com a ação, o Poder Judiciário oportuniza aos jovens a convivência em um ambiente saudável de aprendizado, com a possibilidade de reflexão sobre os atos que o levaram ao cumprimento da medida. A leitura também possui o poder de despertar o interesse pelos estudos, a descoberta de competências e habilidades profissionais e, principalmente, o papel de ressignificar o modelo social vivenciado pelos jovens até aquele momento.
 
O gestor administrativo do Núcleo de Apoio do GMF, Lusanil Cruz, reforçou a necessidade de que servidores, magistrados e parceiros da campanha continuem estimulando amigos e pessoas interessadas em participar da doação de livros, que segue até o próximo dia 05 de agosto.
 
“Nossa campanha está a todo vapor e ela representa a ressocialização dos jovens e adolescentes em situação de conflito com a lei, e também a oportunidade de estimular novos conceitos e valores naqueles que também estão nas unidades penais do Estado. Em nome de todo GMF quero agradecer a adesão maciça de servidores, magistrados, órgãos públicos, instituições religiosas, empresas privadas e tantos outros que já contribuíram com o projeto e dizer que isso só nos estimula a continuarmos nosso trabalho, com empenho ainda maior. Aproveitamos para conclamar servidores e todos que puderem, a contribuir com a campanha, que tem o grande objetivo de transformar vidas”, concluiu Lusanil.
 
“A campanha é extremamente importante. Em nossa casa, nós temos o hábito da leitura. Tenho uma filha jovem que lê muito e como nós tínhamos vários livros, achei interessante colaborar. Em sua maioria são exemplares de romance, mas que traz na oportunidade da leitura o poder de ocupar o tempo ocioso, enriquecendo o vocabulário, estimulando a imaginação. Quando a gente está lendo, temos a possibilidade de viajar para diversos lugares e situações, e é isso que nós esperamos inspirar nesses jovens, contribuir para que esse tempo em que eles estão fora do convívio social possam ocupar suas mentes e ressignificar tudo que já viveram até agora”, explicou Maria José Shimakawa, assessora de Projetos da Corregedoria-Geral da Justiça, uma das doadoras da campanha.
 
Após a triagem dos livros arrecadados, o GMF dará início a segunda fase de implementação do projeto. A proposta é articular a implantação de espaços de reflexão dirigida com a participação de profissionais com expertise em diferentes áreas do conhecimento, como psicólogos, assistentes sociais, educadores, entre outros. Em um espaço adequado de aprendizagem, os profissionais poderão atuar como facilitadores, estimulando a leitura entre os jovens, e o desenvolvimento do raciocínio lógico, emocional e de valores sociais.
 
Como funciona a campanha – Pontos de coleta identificados com a marca da campanha estão instalados na sede do Tribunal de Justiça e nos Fóruns de Barra do Garças, Cáceres, Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Rondonópolis, Sinop e Várzea Grande, considerados municípios-polos no atendimento socioeducativo.
 
Além de estimular a contribuição dos servidores para a doação de livros, as comarcas também poderão mobilizar a participação de outros parceiros, como escolas, faculdades, shoppings e instituições interessadas em contribuir com a iniciativa.
 
Para fins da campanha, são considerados municípios-polos aqueles que possuem unidade socioeducativa instalada nas comarcas. A campanha é estendida a todas as comarcas, que poderão participar com o envio dos exemplares para o município-polo mais próximo de sua comarca. As comarcas interessadas em contribuir com a doação de livros poderão entrar em contato também pelo telefone: (65) 3617-3548.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Desembargador Juvenal Pereira da Silva ao centro da foto, folheia um dos livros doados para a campanha. Do lado esquerdo, o juiz auxiliar Emerson Cajango, e do lado direito, o coordenador da Corregedoria Flávio de Paiva. Sobre a mesa, exemplares dos livros entregues à campanha. Segunda imagem: Desembargador Juvenal Pereira e o gestor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização Lusanil Cruz conversam sobre a campanha. Em primeiro plano, imagem dos livros doados. Terceira imagem: Servidora da Corregedoria Maria José Shimakawa fala sobre a experiência de participar da campanha.
 
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Naiara Martins/Foto: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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