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Polícia Civil cumpre mais um mandado de prisão de jovem envolvido em golpes em joalheria

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Um jovem, investigado pela Polícia Civil prática de três crimes de estelionato eletrônico praticado contra uma joalheria instalada em um shopping da Capital, teve mais um mandado de prisão cumprido nesta quarta-feira (05.07), dentro de investigações realizadas pela Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá.

O suspeito com várias passagens criminais anteriorese que já estava preso preventivamente por uso de documento falso, teve novo mandado de prisão preventiva expedido pela Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá (Nipo), em razão dos golpes aplicados contra a joalheria.

Além do cumprimento do mandado de prisão preventiva, foi dado cumprimento a um mandado judicial de busca e apreensão num imóvel (flat) alugado pelo investigado, com o objetivo recuperar o restante dos objetos materiais dos crimes e outros elementos de convicção, bem como bloqueio judicial das contas bancárias.

Durante a investigação, quase todos os objetos da joalheria foram recuperados e restituídos à empresa. O jovem já respondia outros crimes anteriores, como furto qualificado, posse irregular de arma de fogo e possuía ao menos outro boletim de ocorrência por estelionato, de agosto de 2022.

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Entenda o caso

O jovem foi preso em flagrante pela equipe da Delegacia de Estelionatos, no dia 16 de junho, quando compareceu a especializada para retirar alguns objetos apreendidos em seu poder, dias antes, em uma ação da Polícia Militar, em que surpreendido em posse de diversas joias de uma joalheria de grande porte da Capital,

Na delegacia, o investigado foi novamente preso em flagrante ao praticar o crime de uso de documento particular falso, na tentativa de retirar um notebook que havia sido apreendido em seu poder, com o qual havia praticado os crimes de estelionato eletrônico, realizado por meio de pix fraudulentos, contra a joalheria.

O suspeito foi então encaminhado para audiência de custódia, onde teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e foi encaminhado para a Penitenciária Ahmenon, em Várzea Grande, onde encontra-se preso desde então.

Outros crimes

Em continuidade ao trabalho investigativo, a equipe da Delegacia de Estelionato apurou que o notebook que o jovem tentou retirar na Delegacia de Estelionatos é objeto de crime de peculato, por ele praticado contra o Conselho Federal CREA-MT.

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Durante a investigação, foi apurado que o jovem se identificava falsamente como servidor do Ministério Público, inclusive possuindo um documento de identificação do MP-SP falso. O suspeito também era constantemente visto com simulacro de revólver, algemas e veículos por ele alugados, passando-se como servidor operacional ou policial para terceiros.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marcelo Martins Torhacs, com o jovem foi apreendido com simulacro de revólver, algemas e “documento funcional” do Ministério Público de São Paulo, cuja autenticidade está sendo checada.

“Além de ser visto portando o simulacro ostensivamente, passando-se falsamente por agente policial, o investigado era visto com veículos seminovos alugados, como Toyota/Corolla e Jeep/Compass, cuja origem dos recursos para esses gastos está em fase de investigação”, disse o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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