MATO GROSSO
Dois moradores do interior do Estado são contemplados com R$ 100 mil no Nota MT
MATO GROSSO
Os prêmios de R$ 100 mil foram sorteados para dois moradores do interior do Estado: Alisson Lopes da Silva, de Rondonópolis, e Andrei Luiz Botelho Conde, de Jaciara. Já as premiações de R$ 50 mil saíram para Elisangela Ruivo de Oliveira (Aripuanã), Nelson Montanari de Araujo Junior (Nova Mutum) e Patricia Favero Piekarzewicz (Sinop). A lista completa dos ganhadores pode ser acessada no final da matéria ou no site ou aplicativo do Nota MT.
O 61º sorteio do Nota MT foi referente ao mês maio e contou com a presença dos auditores da Controladoria Geral do Estado (CGE), Márcio de Almeida Monteiro da Costa e Jonathas Eide Fugii. Eles foram convidados para acompanhar os procedimentos da premiação, uma vez que o órgão é responsável fazer a auditoria e autenticação, garantindo a lisura, integridade e transparência do concurso.
“A Controladoria tem participado desde o início do Nota MT. A Sefaz implementou um bom sistema, bem transparente, tem uma lisura boa e a cada sorteio a gente faz a checagem, se realmente os bilhetes estão lá, se seguiram o processo correto, se estão batendo de acordo com o hash (cálculo matemático que garante que o arquivo não foi alterado)”, explicou o auditor Jonathan Fojii. De acordo com ele, outras técnicas de auditoria também são aplicadas.
Durante o sorteio, o secretário Adjunto de Projetos Estratégicos, Vinícius Simioni, ressaltou que, considerando o volume de documentos fiscais emitidos, há um aumento no engajamento do cidadão com o Nota MT e das empresas que atuam de forma legal e correta. Apesar disso, é necessária mais mobilização e conscientização da população.
“Temos um aumento no número de documentos fiscais que geram bilhetes eletrônicos. Isso demonstra que cada vez mais as pessoas estão participando do programa e as empresas estão trabalhando na formalidade. Mas ainda existe espaço para crescimento, por isso convidamos a população para que participem mais do Nota MT e exijam a emissão do documento fiscal com o CPF em suas compras”, disse o secretário adjunto.
Dos prêmios sorteados, a capital Cuiabá foi a que acumulou maior número de premiações, para 343 moradores. Destacam-se, também, Sinop, com 96 ganhadores, Várzea Grande, com 61 premiados, além de Rondonópolis, que teve 60 moradores contemplados no sorteio.
Além dos consumidores contemplados, as entidades sociais indicadas por eles recebem o valor correspondente a 20% de cada premiação. Ao todo, 171 instituições foram escolhidas e, juntas, vão receber R$ 180 mil.
Processo de auditoria
O processo de auditoria da CGE é realizado a partir da análise dos dados, rotinas computacionais e procedimentos operacionais. Os auditores realizam testes, checam os bilhetes gerados para o sorteio, a integridade do arquivo de dados, a identificação dos servidores responsáveis pela realização e ratificação, os CPFs impedidos de participar do concurso, além da rotina do sorteio e o seu resultado.
Após essas etapas, o sorteio é homologado e fica apto para pagamento das premiações. O prazo máximo para pagamento dos prêmios é de até 90 dias, contados da data de atendimento das condições como regularidade fiscal e informação correta dos dados bancários. Caso haja alguma inconsistência, os sorteados têm 90 dias para regularizar a situação e, então, receber os valores.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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