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Justiça Restaurativa: Judiciário e Legislativo promovem campanha para pacificação nas escolas

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O combate à evasão e a violência nas escolas a partir do diálogo e do acolhimento. A essência da iniciativa desenvolvida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso para levar a pacificação ao ambiente escolar, com a implantação da Justiça Restaurativa nas escolas, ganhou um novo e importante aliado. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso deram início a uma campanha institucional para juntos sensibilizar a participação de escolas da rede pública de ensino ao Programa de Pacificação Escolar, desenvolvido pelo Poder Judiciário.
 
A campanha está sendo veiculada em emissoras de rádio e TV, sites e redes sociais da Capital e interior do Estado com a meta de ampliar a proposta de levar paz às escolas a partir da aplicação dos ‘Círculos de Construção de Paz’, uma das ferramentas utilizadas pela Justiça Restaurativa, e que tem envolvido milhares de professores e alunos na resolução pacificada de conflitos.
 
Diferente da Justiça tradicional, na Justiça Restaurativa, o “Círculo de Paz’ traz como conceito a mudança da percepção social a partir do diálogo, do acolhimento e da escuta ativa sobre dificuldades, medos e angústias que envolvem o outro.
 
Com a parceria da Assembleia Legislativa será possível expandir o conhecimento dos municípios sobre os conceitos sociais que envolvem a Justiça Restaurativa. O conhecimento sobre as novas práticas dará aos municípios o estímulo necessário para adesão ao programa, garantindo amplitude às ações e o envolvimento de escolas, alunos, familiares e comunidade.
 
A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, e também presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), desembargadora Clarice Claudino da Silva, enfatizou a parceria do Poder Legislativo de Mato Grosso que funcionará como uma ferramenta capaz de amplificar às ações já desenvolvidas pelo Poder Judiciário no interior do Estado.
 
“A Justiça Restaurativa é um propósito de vida tomado por mim, e abraçado com grande entusiasmo pelo Poder Judiciário, e que agora, com a chegada da Assembleia Legislativa tem seu alcance ampliado, reafirmando o papel do Judiciário de se mover ao encontro dos anseios da população, e como também uma possibilidade de acalanto às dores sociais experimentadas por todos nós nos últimos tempos. E nesse processo de buscar um novo modelo social mais humano e acolhedor, a chegada do Poder Legislativo a este movimento de paz social, nos permitirá alcançar os corações mais longínquos, que certamente sozinhos, não seríamos capazes de tocar e acolher. Sejam bem-vindos a essa importantíssima jornada pela paz”.
 
 
Projetos e parcerias realizados pela Assembleia Legislativa nos 141 municípios, também permitirão o alcance estratégico de comunidades e espaços coletivos de convivência, como associações, órgãos públicos, comunidades indígenas, entre outros, que poderão ser envolvidos pela metodologia do diálogo e da resolução pacificada de conflitos.
 
Para o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Eduardo Botelho, o programa desenvolvido pelo Poder Judiciário tem o potencial de iniciar a partir da base, um grande processo revolucionário de ensino e aprendizado com a meta de transformar vidas.
 
“O Tribunal de Justiça de Mato Grosso, na pessoa da desembargadora Clarice Claudino, está de parabéns pela grandiosidade do movimento que estão realizando no interior do Estado. Tive a oportunidade de conhecer a proposta de paz com o envolvimento de alunos, professores e das famílias, um grande movimento para promoção da amorosidade, do qual certamente a sociedade apenas ganhará. Estamos falando de amorosidade, de empatia, de ensinarmos as nossas crianças a se colocarem no lugar do outro, a respeitarem as diferenças, e estamos formando cidadãos e cidadãs do futuro, com valores e princípios. Contem com a Assembleia Legislativa, somos parceiros e estamos prontos para abraçar Mato Grosso nesse grande projeto pela paz”, frisou Eduardo Botelho.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: arte colorida. Ao centro da imagem, crianças vestidas com uniforme estão sentadas em círculo, no pátio externo da escola. A imagem possui recursos gráficos nas cores rosa claro, rosa escuro, azul claro, verde claro e amarelo claro que em formato de círculos, acolhem a imagem das crianças no interior da arte. Um círculo menor ao centro da imagem traz as palavras ‘Círculo de Paz’ que faz referencia ao nome da campanha. Um pequeno símbolo no canto direito inferior da imagem traz um ícone com dois dedos em formato “V” acenando com um gesto positivo.
 
Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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