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Coordenadoria da Mulher promove agenda com rede de enfrentamento à violência em Cáceres

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O Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher/TJMT), está no município de Cáceres, entre quarta e sexta-feira (21 a 23 de junho), promovendo reuniões e capacitações com os integrantes da rede de enfretamento à violência contra a mulher da cidade, que foi implantada em novembro do ano passado.
 
Na quarta-feira (21/07), várias pessoas participaram da reunião com a assessora da Cemulher-MT, Ana Emília Sotero. Dentre elas, a juíza Alethea Assunção Santos, da 2ª Vara Criminal de Cáceres; a promotora de justiça Eulália Natália Silva Melo, que atua na 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Cáceres; o tenente-coronel Óttoni Cézar Castro Soares, comandante do 6º Comando Regional da Polícia Militar; além de representantes da Defensoria Pública, da Polícia Judiciária Civil, das Secretarias municipais de Saúde e de Assistência Social, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), dos Alcóolicos Anônimos, entre outros.
 
“Nós ouvimos o que cada um está se dispondo a trabalhar nessa rede, ouvimos as sugestões, como convidar igrejas e demais denominações religiosas para participar da rede. E ficou resolvido fazer posteriormente uma reunião com as lideranças religiosas da cidade para falar sobre violência doméstica e familiar, a evolução e as mudanças na sociedade. Hoje e amanhã, na sede da Promotoria de Justiça, nós vamos ministrar palestras orientativas para os integrantes da rede, para os servidores que atendem casos de violência e para os oficiais de justiça. Vamos falar sobre violência doméstica, Lei Maria da Penha, rede de enfrentamento e sobre acolhimento às vítimas”, explica Ana Emília Sotero.
 
A assessora do Cemulher destaca que no mês passado, já havia visitado Cáceres, oportunidade em que esteve na delegacia e conheceu o trabalho da Patrulha Maria da Penha. Ela adianta que dentre os próximos passos está a implantação do grupo reflexivo para homens autores de violência doméstica naquele município.
 
Fotalecimento com a Cemulher-MT – A juíza Alethea Assunção Santos afirma que a presença da Cemulher-MT nas comarcas fortalece as redes de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. “A doutora Ana Emília, como integrante do Cemulher, veio para oferecer uma capacitação com os integrantes da rede, de diversos órgãos intimamente ligados à política de enfrentamento à violência contra a mulher, então, a vinda dela é essencial para o fortalecimento da rede”, afirma.
 
A magistrada comenta ainda sobre os desafios e avanços que permeiam a pauta do combate à violência contra a mulher. “Os desafios de trabalhar nessa rede de enfrentamento à violência contra a mulher são grandes porque embora a lei Maria da Penha seja de 2006, ela vem sendo implementada desde então, muitos avanços têm acontecido, os órgãos do Executivo e do Judiciário têm se adequado para dar o atendimento necessário às mulheres vítimas de violência doméstica. Mas nós percebemos que a questão cultural, a dependência financeira e emocional das mulheres, questões ligadas a valores e questões morais, muitas vezes, são empecilhos que impedem que a mulher perceba que se encontra em um contexto de violência doméstica porque a violência doméstica não é só física, é emocional, patrimonial”, avalia.
 
Trabalho em rede – A promotora de justiça Eulália Natália Silva Melo, que atua na 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Cáceres, afirma que o apoio do Judiciário é fundamental. “Não há como pensar em uma rede de enfrentamento à violência doméstica efetiva sem a parceria do Poder Judiciário. Sua participação tem fortalecido sobremaneira a rede e sei que as palestras orientativas desta semana serão muito profícuas a todos os atores sociais que a integram”.
 
Responsável pela Patrulha Maria da Penha em Cáceres, o tenente-coronel PM Óttoni Cézar Castro Soares, faz uma avaliação positiva do trabalho da rede. “Nossa rede de enfretamento foi criada em novembro de 2022 e tem se alicerçado. Como é uma rede recém-criada, a experiência da doutora Ana Emília, que já vivencia essa luta há vários anos, traz para nós a certeza de estarmos no caminho correto. Essa articulação em rede cria um cenário de mais esperança para todos nós. Então, os diversos órgãos envolvidos na governança desse problema estão somando esforços, cada qual dentro da sua competência, contribuindo para que a gente retome um caminho de paz e de equilíbrio porque a violência doméstica afeta não só a mulher, mas afeta a família como um todo. E se a família adoece, a sociedade, por conseguinte, também”, afirma.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Várias pessoas participam de palestra proferida pela assessora do Cemulher, Ana Emília Sotero, no Tribunal do Júri do fórum de Cáceres. Ela é uma senhora negra, de cabelos crespos e grisalhos, presos no topo da cabeça. Ela está usando um vestido branco e lenço estampado em tons de branco, preto e cinza no pescoço. Segunda imagem: Membros da rede de enfretamento à violência doméstica de Cáceres e Ana Emília posam sorrindo para foto, um ao lado do outro, no Tribunal do Júri. No ambiente, ao fundo, é possível ver mastros com as bandeiras de Mato Grosso e do Brasil e um banner do Cemulher no canto esquerdo da foto.
 
Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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