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‘Questões judiciárias polêmicas na saúde suplementar’ são debatidas na VI Jornada da Saúde

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A judicialização como um dos principais desafios ao sistema de saúde brasileiro foi tema do painel ‘Questões judiciárias polêmicas na saúde suplementar’, debatido na VI Jornada de Direito da Saúde, realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio do Comitê Organizador do Fórum Nacional para a Saúde (Fonajus), em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio do Comitê Estadual de Saúde do Poder Judiciário de Mato Grosso, presidido pela desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos.
 
Dados alarmantes divulgados pelo Painel de Estatísticas Processuais de Direito da Saúde (CNJ), identificaram em 2022, cerca de 460 mil novos processos judiciais sobre saúde no Brasil, sendo 164 mil sobre saúde suplementar. Saúde suplementar é o conjunto das atividades desenvolvidas pelas operadoras de planos e seguros privados de assistência médica à saúde, sem vínculo com o Sistema Único de Saúde (SUS).
 
A diretora executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar, Vera Valente, demonstrou preocupação com o excesso de ações na área e o impacto financeiro das decisões sobre as operadoras.
 
“Qualquer decisão que venha a comprometer a saúde financeira das operadoras, compromete também a saúde privada, em efeito dominó. A judicialização é um processo prejudicial a todos, uma vez que leva a um acesso caro, fora da hora e elitizado, que beneficia apenas aqueles que podem acessar o Judiciário, salvaguardados por liminares, em detrimento daqueles que não têm as mesmas oportunidades. Muitas vezes uma ação individual leva ao prejuízo da coletividade, e então, discutir isso em um ambiente maior, onde os magistrados possam avaliar e julgar da melhor forma possível essas decisões, com pensamento coletivo em benefício da maioria dos usuários do sistema é essencial”, defendeu Vera.
 
O presidente do painel, o advogado e membro do Comitê Executivo Nacional do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde (Fonajus), Luiz Felipe Conde referendou os desafios citados por Vera Valente, a exemplo da longevidade da população, a incorporação de novas tecnologias cada vez mais caras, o aumento no uso do sistema de saúde no pós pandemia, divergências em decisões judiciais e uma escalada de fraudes no pós pandemia, como fatores que também impingiram resultados amargos aos custos da saúde suplementar.
 
“Os desafios são inúmeros. A pandemia mudou o quadro lógico da vida, não só no Brasil como no mundo todo. Hoje, temos uma demanda represada por exames, tratamentos e saúde, que simplesmente não ocorreram em um período de um ano, porque as pessoas tinham receio de ir para os hospitais. Hoje temos uma explosão, onde temos uma demanda excessiva para a qual o setor não estava pronto para atender. Tudo isso somado a judicialização, causa danos ao atendimento dos beneficiários”.
  
O juiz da 1ª Vara Cível de Recife (PE), Luiz Mário Moutinho, ressaltou a urgência em encontrar um ponto de equilíbrio entre a sustentabilidade do sistema e as expectativas dos beneficiários, que hoje somam mais de 50 milhões de usuários e um faturamento de R$ 200 bilhões ao ano.
 
“Há uma necessidade urgente dos entes que compõem o sistema de saúde, de encontrar um ponto de equilíbrio entre a sustentabilidade do sistema e as expectativas de assistência à saúde dos beneficiários. Temos o desejo infinito de ter acesso a todos os tipos de tratamento, mas temos a finitude dos meios. Esse é o grande desafio para o Judiciário, encontrar o ponto de equilíbrio. Atender perspectivas infinitas dentro da finitude dos recursos”.
 
O procurador federal junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Daniel Tostes, salientou que, neste contexto, o Poder Judiciário tem atuado como um parceiro na construção de soluções alternativas, na linha da atuação do órgão regulador, que tem incentivado o diálogo e a conciliação.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Da esquerda para a direita: Procurador federal junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar, Daniel Tostes, Membro do Comitê Executivo Nacional do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde, Luiz Felipe Conde, Diretora executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar, Vera Valente e juiz da Primeira Vara Cível de Recife, Luiz Mário Moutinho.
 
 
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Naiara Martins / Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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“Nossa missão como Estado é manter Cuiabá como cidade acolhedora para todos os mato-grossenses”, afirma governador Otaviano Pivetta

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No aniversário de 307 anos de Cuiabá, comemorado nesta quarta-feira (8.4), o governador Otaviano Pivetta destacou o volume de investimentos que o Governo de Mato Grosso vem destinando à capital. Somente em Cuiabá, nos últimos sete anos, os aportes alcançam R$ 6,7 bilhões, em todas as áreas, como infraestrutura, mobilidade urbana, saúde, educação, agricultura familiar.

“Cuiabá é a maior cidade do estado e com a maior população. Desde 2019, o Governo tem atuado com uma visão integrada, garantindo que a capital e todos os municípios recebam atenção e investimentos. Nosso compromisso é manter parcerias fortes com todas as cidades, preservando Cuiabá como uma cidade acolhedora para todos os mato-grossenses e brasileiros que escolheram viver aqui”, afirmou Otaviano Pivetta.

As principais intervenções em infraestrutura, que somam mais de R$ 2 bilhões ao longo dos últimos sete anos, incluem a entrega da Ponte do Parque Atalaia e mais quatro pontes de concreto, construção de viadutos, asfaltamento e restauração de avenidas, implantação do BRT, prolongamento e duplicação de corredores viários, ampliação da iluminação pública em bairros prioritários com quase 93 mil luminárias entregues pelo programa MT Iluminado, e recuperação de asfaltos no Distrito Industrial e acessos estratégicos da cidade.

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“Essas obras fazem parte de um pacote que promove o desenvolvimento urbano, gera empregos, melhora a mobilidade e conecta a capital ao interior do Estado. Além disso, mantemos ações sociais que oferecem apoio e oportunidades às famílias em situação de vulnerabilidade, reforçando nosso compromisso com a qualidade de vida de todos os moradores”, completou o governador.

Na educação, o Governo entregou sete novas escolas, incluindo quatro CEIs, com investimento de cerca de R$ 500 milhões, desde 2019, além da reforma de 25 unidades e obras em outras seis. “Garantir escolas modernas, seguras e climatizadas é investir no futuro de Cuiabá e de todo Mato Grosso. Hoje, nossas unidades estão entre as melhores do país, o que ajudou o Estado a sair do 22º para o 8º lugar no ranking nacional do IDEB, consolidando um modelo de educação que prepara os alunos para o futuro”, destacou Otaviano Pivetta.

A agricultura familiar também recebeu atenção especial, com implantação de quintais produtivos, entrega de kits de ferramentas e equipamentos, distribuição de mudas e barracas para feiras, capacitação técnica e aquisição de veículos para assistência rural. “Investir na agricultura familiar é garantir sustentabilidade, renda e qualidade de vida para muitas famílias cuiabanas, oferecendo oportunidades para que o pequeno produtor continue alimentando a cidade e contribuindo para a economia local”, reforçou o governador.

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Na saúde, a capital segue como referência para atendimentos de média e alta complexidade, com a entrega do Hospital Central, retomada das obras e modernização do Hospital Júlio Müller e do Centro Médico Infantil, além da reabertura e ampliação do Hospital Estadual Santa Casa e serviços especializados de apoio.

“Estamos fortalecendo toda a rede estadual de saúde, garantindo à capital uma estrutura moderna e eficiente para atender a população com qualidade. Cuiabá segue sendo referência para atendimentos complexos, beneficiando não apenas os cuiabanos, mas toda a população mato-grossense”, concluiu o governador Otaviano Pivetta.

Fonte: Governo MT – MT

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