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Polícia Civil indicia autores de homicídio tentado e consumado ocorrido em maio em Rondonópolis

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Um crime de homicídio tentado e homicídio consumado, ocorrido no mês de maio em Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), foi esclarecido pela Polícia Civil, com a identificação de dois envolvidos em investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do município.

O inquérito policial instaurado para apuração do crime foi concluído com indiciamento dos suspeitos Yago Lopes Rodrigues e Rubiel Felipe Souza, de 25 anos, pelos crimes de homicídio qualificado e de tentativa de homicídio qualificado. O delegado responsável pelas investigações, João Paulo Praisner, representou pela prisão preventiva dos suspeitos, que foi deferida pela Justiça, porém seguem foragidos e são procurados pela Polícia.

O crime que resultou na morte de Arão Ribeiro da Silva, 29 anos, e na tentativa de homicídio contra outra vítima de 24 anos de idade, ocorreu no dia 06 de maio em via pública, no bairro Jardim Padre Lothar. As vítimas estavam na Avenida Barão do Rio Branco, quando os dois suspeitos em uma motocicleta se aproximaram e a pessoa que estava na garupa desceu e efetuou vários disparos.

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O condutor da motocicleta permaneceu no veículo e logo após o crime empreendeu fuga junto ao seu comparsa. Arão Ribeiro não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A segunda vítima foi socorrida e permaneceu internada no Hospital Regional durante 12 dias até receber alta médica.

As investigações da DHPP iniciaram imediatamente e após várias diligências, os policiais identificaram Yago como a pessoa que efetuou os disparos e Rubiel como o responsável por pilotar a motocicleta utilizada na abordagem das vítimas e posteriormente para fuga do local de crime. Ainda segundo as investigações, a motivação do crime decorreu do fato da vítima Arão e o suspeito Yago terem discutido por causa de uma mulher dias antes do fato.

Diante do apurado, o delegado de Polícia João Paulo Praisner representou pela prisão preventiva dos dois envolvidos no crime, que foram decretadas pelo Poder Judiciário, porém, os autores dos crimes se encontram foragidos até o momento.
“Denúncias ou mais informações que possam levar ao paradeiro dos procurados podem ser feitas pelo número da Polícia Civil, 187 ou nos telefones da DHPP de Rondonópolis (66) 9 9994-5623 ou (66) 9 9911-3528”, ressaltou o delegado.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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