POLÍCIA
Polícia Civil prende golpistas que subtraiam valores de vítimas em golpe da falsa cesta de chocolate
POLÍCIA
As investigações iniciaram após a Delegacia de Estelionato receber uma série de registros de ocorrência do mesmo golpe, em que uma mulher entrava em contato com as vítimas, falando que elas haviam ganhado uma cesta de chocolates de uma loja de franquia nacional e que teriam que pagar apenas uma taxa de R$ 4,99 pela entrega.
Em seguida, duas pessoas chegavam para fazer a entrega em uma motocicleta, sendo que o carona descia com a suposta cesta de presentes, enquanto o condutor ficava distante aguardando o comparsa. No momento da entrega, o suspeito falava que ia passar a taxa na máquina de cartão, porém passava valores no crédito e no débito, repetindo a operação várias vezes em diversas máquinas, sob o pretexto de não dar sinal.
Após passar o cartão diversas vezes, o suspeito ia embora com a cesta, alegando que voltaria na loja para buscar uma outra máquina de cartão. As vítimas sofreram grandes prejuízos financeiros, algumas com valores superiores a R$ 20 mil.
Nas investigações conduzidas pela Delegacia de Estelionato, foi possível identificar a motocicleta utilizada pelos suspeitos, registrada em nome de um morador do estado de São Paulo, e que estava circulando em Cuiabá desde o dia 25 de maio, data próxima ao início dos golpes. Em continuidade aos trabalhos, foi identificado que o dono da motocicleta e outros três suspeitos do estado de São Paulo estavam hospedados em uma pousada na Capital.
Com base nos levantamentos, os policiais da Delegacia de Estelionato foram até o local onde realizaram a abordagem dos quatro suspeitos, sendo encontrado no quarto em que eles estavam hospedados, as máquinas de cartão e a cesta de chocolates utilizada nos golpes. Diante dos fatos, os suspeitos foram conduzidos à delegacia, onde após serem interrogados pelo delegado Pablo Carneiro, foram autuados em flagrante pelo crime de integrar organização criminosa.
Segundo o delegado, todos os golpes ocorreram de semana passada para cá e os suspeitos já estavam com passagem comprada para retornar para São Paulo nesta madrugada. “O grupo veio de São Paulo para praticar o golpe em Cuiabá e acreditamos que com a prisão dos golpistas outras vítimas, que ainda nem perceberam que caíram no golpe, devem aparecer para registrar a ocorrência”, disse o delegado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia Civil cumpre mandados com foco na descapitalização financeira de facção criminosa
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta segunda-feira (19.10), a Operação Ad Rem, para cumprimento de ordens judiciais com foco na descapitalização de uma facção criminosa e no sequestro judicial de patrimônio relacionado às atividades ilícitas.
Na operação, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão, sequestro de cinco imóveis e uma prisão preventiva, medidas decretadas pela Justiça, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).
Desdobramento da Operação Ruptura CPX, deflagrada em março deste ano, a fase patrimonial alcança quatro imóveis em Várzea Grande e uma chácara na região do Rio dos Peixes, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães.
As investigações identificaram indícios de utilização de familiares e terceiros para ocultação patrimonial, incluindo imóveis explorados comercialmente e uma propriedade rural negociada por aproximadamente R$ 180 mil, com pagamento de R$ 100 mil em espécie.
A operação também envolve a nova decretação da prisão preventiva de um investigado apontado como gerente do tráfico e responsável pela arrecadação e administração financeira da facção. Preso na Operação Ruptura CPX, ele obteve posteriormente a revogação da prisão preventiva, quando sua defesa sustentou que seria apenas um “laranja”, utilizado por terceiros para movimentações financeiras.
Com o avanço das investigações, surgiram indícios de que ele também atuava no controle de estoques, na distribuição de entorpecentes, na gestão de pontos de tráfico e no controle financeiro de outros integrantes. A análise identificou ainda cerca de R$ 661 mil em movimentações financeiras relacionadas às atividades investigadas em um dos períodos examinados.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Anteno Junior Pimentel Marcondes, a Operação Ad Rem reforça a estratégia da Polícia Civil de atingir as estruturas financeiras e patrimoniais das facções criminosas. “As novas medidas judiciais buscam impedir que recursos provenientes de atividades ilícitas sejam preservados ou reinvestidos no crime organizado”, explicou o delegado.
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