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Polícia Civil prende homem apontado como líder de organização criminosa de crimes virtuais

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Um homem identificado como possível líder de uma organização criminosa voltada para prática de estelionato virtuais teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, no início da tarde desta quinta-feira (01.06), em ação da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá.

O suspeito de 54 anos foi localizado na região de Barão de Melgaço, à beira do Rio Cuiabá. O investigado possui antecedentes criminais e havia rompido a tornozeleira eletrônica em novembro de 2022.

A ação é desdobramento da Operação Falso Amigo, deflagrada especializada no dia 23 de maio, ocasião em foram cumpridas 31 ordens judiciais resultando na prisão de cinco pessoas supostamente ligadas à organização criminosa.

Com base nas investigações, também foi representado pela ordem de prisão do suspeito identificado como líder do grupo, que foi deferida pela Justiça e cumprida nesta quinta-feira (01).

Durante as diligências de buscas do foragido, a equipe da Delegacia de Estelionatos precisou atravessar o Rio Cuiabá com uma embarcação, conseguindo chegar no exato local onde o investigado se encontrava foragido.

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As diligências continuam para localizar os demais envolvidos.

Operação Falso Amigo

Deflagrada no dia 23 de maio, a investigação que culminou na operação busca desmantelar um grupo criminoso especializado em golpes do “Perfil Falso” por meio de aplicativo de mensagens.

Nas fraudes, parte do grupo se passa por parente ou pessoa próxima das vítimas, identificando-se falsamente e utilizando fotografias desses parentes e pessoas próximas e, em seguida, solicitam auxílio financeiro utilizando uma conversa enganosa.

As vítimas, pensando se tratarem de parentes (filhos, netos, tios, amigos próximos etc) são ludibriados pela conversa enganosa e acabam realizando transferência de valores para as contas indicadas pelos golpistas.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Imagens Policia Civil

Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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