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Polícia Civil cumpre busca e procura por suspeito de homicídio de advogado em Arenápolis

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Arenápolis, representou pelos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão domiciliar contra o suspeito do homicídio que vitimou o advogado Hur-Carlos Santos França, ocorrido no último domingo (21.05), no município.

Os mandados foram deferidos com urgência pela Vara Única de Arenápolis, com parecer favorável da Promotoria de Justiça. O suspeito Rafael Alan Silva Rodrigues não foi localizado e segue procurado pela Polícia.

Policiais da Delegacia de Arenápolis deram cumprimento ao mandado de busca e apreensão, na desta manhã de quinta-feira (25), e apreenderamno local das buscas o vestuário utilizado pelo suspeito na prática criminosa – um capacete da Honda Biz branca utilizada no momento do crime, diversos documentos que comprovam que o suspeito reside no local e um celular danificado, que estava jogado na churrasqueira para ser destruído.

Os objetos encontrados durante as buscas fortalecem a investigação para convalidar o trabalho já realizado pela Polícia Civil, confirmando os indícios de envolvimento do suspeito no homicídio. A motocicleta Honda Biz não foi localizada, apontando que o suspeito pode tê-la escondido em outro local.

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No momento do cumprimento do mandado, não havia ninguém na residência em que o suspeito reside com a sua convivente. A Polícia Civil vai inserir o nome do suspeito na lista de procurados.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Hugo Abdon de Araújo Lima, a identificação da autoria do homicídio e do veículo utilizado no crime foram possíveis após várias diligências realizadas pela equipe de investigação da Polícia Civil.

“Desde que a Polícia Civil foi acionada do homicídio qualificado, a equipe de tem trabalho incessantemente para elucidar o crime. O pedido de prisão e as apreensões são fruto de trabalho investigativo de ponta. As investigações foram intensificadas com objetivo de prender o autor dos fatos e esclarecer todas as circunstâncias do crime, inclusive a motivação”, disse o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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